Acusado de matar escrivã na delegacia é condenado a 35 anos de prisão no MA

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Reprodução/Facebook

    A escrivã Loane Maranhão Silva Thé, foi morta a facadas enquanto colhia depoimento do acusado

    A escrivã Loane Maranhão Silva Thé, foi morta a facadas enquanto colhia depoimento do acusado

O gari Francisco Alves Costa, 44, acusado de assassinar a facadas a escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, na Delegacia da Mulher, em Caxias (MA), foi condenado nesta terça-feira (7) pela Justiça do Maranhão a 35 anos de prisão em regime fechado. A pena é referente ainda a tentativa de homicídio contra a escrivã Marlene de Almeida Moraes, também atingida por facadas no tórax.

Segundo a decisão do  juiz Anderson Sobral de Azevedo, da 2ª Varada Comarca de Caxias, o acusado foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato de Loane e a 14 anos pela tentativa de homicídio cometida contra Marlene. A sentença foi proferida por volta das 22h30 desta terça-feira.

Costa foi submetido a júri popular, no fórum desembargador Artur Almada Lima, em Caxias. Os jurados acolheram a tese de homicídio qualificado por motivo fútil. Foi considerado, ainda, que o assassinato foi cometido para acobertar outro crime.

Costa é acusado de assassinar Loane e tentar matar Marilene quando as duas estavam trabalhando sozinhas e desarmadas na delegacia. Loane foi atacada a facadas no pescoço, no tórax e braços enquanto colhia e digitava depoimento de Costa. Ele estava no cartório da delegacia porque foi denunciado pelas filhas pelo crime de estupro.

No ano passado, ele já fora condenado a 72 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime fechado por estuprar as duas filhas. Segundo a denúncia, as filhas de Costa começaram a ser abusadas sexualmente em outubro de 2005 e o crime teria se estendido até maio de 2014, quando as garotas denunciaram o caso à polícia.

O Ministério Público Estadual pediu a pena máxima aplicada por homicídio duplamente qualificado e por tentativa de homicídio qualificada. Segundo o promotor de Justiça Vicente Gildásio, a acusação se baseou no modo que o crime ocorreu, com a violência extrema, e ainda por serem duas mulheres exercendo a função de policiais, que foram brutalmente atacadas.

O UOL entrou em contato com a defesa do réu, mas a Defensoria Pública não quis se pronunciar sobre o assunto.

O caso

No dia 15 de maio de 2014, Costa compareceu à Delegacia da Mulher de Caxias para responder sobre as denúncias de estupro feitas pelas duas filhas quando, armado com uma faca escondida na roupa, atacou a escrivã no início do depoimento.

Enfurecido, o homem ainda esfaqueou a investigadora Marlene Almeida Moraes, que sobreviveu. Loane foi atingida no pescoço e no peito e morreu antes de dar entrada no Hospital Regional de Caxias. Ela trabalhava na Delegacia da Mulher de Caxias havia quatro anos e era natural de Teresina.

Após matar a escrivã e golpear a investigadora, Costa conseguiu fugir quebrando a porta da delegacia, mas foi preso pela Polícia Militar próximo à rodoviária de Caxias, no bairro Vila Lobão.

Em depoimento à polícia, ele contou que pensou que ao matar a escrivã não ia mais responder pelo crime de estupro acusado pelas filhas. Durante o interrogatório, Costa confessou os crimes.

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