Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Polícia acha casa onde adolescente estava antes de estupro coletivo no Rio

Do UOL, no Rio

A delegada Cristiana Bento, titular da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente) e responsável pelas investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro informou que foi localizada nesta quinta-feira (9), no morro do Barão, zona oeste da cidade, a casa onde a vítima estaria dormindo antes de chegar à residência onde foi gravado o vídeo divulgado em redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, o imóvel foi periciado e a distância entre as duas casas foi medida, assim como o provável trajeto realizado. A casa encontrada hoje é o local onde a jovem teria ido com o suspeito Raí de Souza –responsável por gravar os vídeos do estupro--, com o jogador de futebol Lucas Perdomo e com uma amiga após um baile funk.

Três horas mais tarde, Raí, Lucas e a outra jovem saíram do local. A jovem, que ficou desacordada, teria sido retirada da casa pelo traficante Moisés Camilo de Lucena, o Canário. Ele, que está foragido, teria sido o primeiro a estuprá-la. O estupro seguinte ocorreria na noite do dia seguinte.

Polícia Civil/Divulgação

O jogador chegou a ser preso no último dia 30, sob acusação de participação no estupro, mas foi libertado quatro dias depois. A delegada considerou que não havia provas de que o jogador estivesse presente no momento do estupro.

Na última segunda-feira, 6, o celular de Raí foi apreendido pelos investigadores, que encontraram ao menos dois vídeos com imagens das agressões sexuais praticadas contra a adolescente. Raí está preso desde o último dia 30. Ele nega que tenha participado do crime.

Polícia Civil/Divulgação

No novo vídeo descoberto, com 12 segundos de duração, é possível ver a vítima tentando resistir à abordagem dos homens. De acordo com os policiais, Raphael Belo, o terceiro acusado preso, responde: "Não o quê, pô?". E a adolescente grita: "Ai!". Na sequência, Belo tenta introduzir um batom nas partes íntimas da garota.

Os investigadores acharam vínculos do grupo acusado pelo estupro com o tráfico de drogas na região. A Delegacia de Combate às Drogas foi acionada para ajudar nas investigações. (Com Estadão Conteúdo)

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