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Com término de licença remunerada, Samarco demite 40% de sua mão de obra

Paracatu de Baixo, distrito de Mariana (MG), após três meses do rompimento da barragem da mineradora Samarco - Cristiane Mattos/Futura Press/Estadão Conteúdo
Paracatu de Baixo, distrito de Mariana (MG), após três meses do rompimento da barragem da mineradora Samarco Imagem: Cristiane Mattos/Futura Press/Estadão Conteúdo

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

24/06/2016 19h01

Com o término do lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho, uma espécie de licença remunerada) de 3.000 empregados nas unidades de Mariana (MG) e de Anchieta (ES), neste sábado (25), a mineradora Samarco iniciou nesta sexta-feira (24) o processo de demissão de 1.200 empregados, 40% da mão de obra da companhia.

Com as atividades de extração proibidas pelos órgãos ambientalistas desde 8 de novembro do ano passado, três dias após o rompimento da barragem de Fundão, que matou 19 pessoas e poluiu dezenas de municípios mineiros e capixabas, além do rio Doce, a mineradora ofereceu um programa de demissão voluntária aos empregados, que foi aceito pelos sindicatos de trabalhadores.

O Metabase (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferros e Metais Básicos de Mariana) e o Sindimetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo), após assembleias com trabalhadores da empresa nas duas unidades, acordaram com a empresa o pagamento de 50% dos salários para cada ano trabalhado pelo empregado, limitado a quatro salários.

Com a adesão ao programa, o empregado ainda terá direito a um valor equivalente a três salários, limitado a R$ 7.500, seis meses de plano de saúde, além de perdão de adiantamentos realizados pela mineradora.

A expectativa da Samarco é de que, com a manutenção de 60% de sua mão de obra, cerca de 1.800 empregados, a empresa possa estar adequada para retomar suas atividades ainda em 2016.

“Após realizados estudos sobre a retomada das operações, concluiu-se que, quando a Samarco for autorizada a retornar, ela irá contar com no máximo 60% da sua capacidade produtiva. Dessa forma, é preciso que a empresa faça uma redução de 1200 postos de trabalho, dos cerca de 3000 empregados das unidades em Minas Gerais e Espírito Santo”, informou a companhia nesta sexta-feira (24).

O caminho de destruição da onda de lama da Samarco

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