Com término de licença remunerada, Samarco demite 40% de sua mão de obra

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Cristiane Mattos/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Paracatu de Baixo, distrito de Mariana (MG), após três meses do rompimento da barragem da mineradora Samarco

    Paracatu de Baixo, distrito de Mariana (MG), após três meses do rompimento da barragem da mineradora Samarco

Com o término do lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho, uma espécie de licença remunerada) de 3.000 empregados nas unidades de Mariana (MG) e de Anchieta (ES), neste sábado (25), a mineradora Samarco iniciou nesta sexta-feira (24) o processo de demissão de 1.200 empregados, 40% da mão de obra da companhia.

Com as atividades de extração proibidas pelos órgãos ambientalistas desde 8 de novembro do ano passado, três dias após o rompimento da barragem de Fundão, que matou 19 pessoas e poluiu dezenas de municípios mineiros e capixabas, além do rio Doce, a mineradora ofereceu um programa de demissão voluntária aos empregados, que foi aceito pelos sindicatos de trabalhadores.

O Metabase (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferros e Metais Básicos de Mariana) e o Sindimetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo), após assembleias com trabalhadores da empresa nas duas unidades, acordaram com a empresa o pagamento de 50% dos salários para cada ano trabalhado pelo empregado, limitado a quatro salários.

Com a adesão ao programa, o empregado ainda terá direito a um valor equivalente a três salários, limitado a R$ 7.500, seis meses de plano de saúde, além de perdão de adiantamentos realizados pela mineradora.

A expectativa da Samarco é de que, com a manutenção de 60% de sua mão de obra, cerca de 1.800 empregados, a empresa possa estar adequada para retomar suas atividades ainda em 2016.

"Após realizados estudos sobre a retomada das operações, concluiu-se que, quando a Samarco for autorizada a retornar, ela irá contar com no máximo 60% da sua capacidade produtiva. Dessa forma, é preciso que a empresa faça uma redução de 1200 postos de trabalho, dos cerca de 3000 empregados das unidades em Minas Gerais e Espírito Santo", informou a companhia nesta sexta-feira (24).

O caminho de destruição da onda de lama da Samarco

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