Polícia diz ter identificado 6 suspeitos de estupro coletivo em Juiz de Fora

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais informou ter identificado seis suspeitos de terem participado de estupro coletivo contra uma menina de 13 anos na cidade de Juiz de Fora (278 km de Belo Horizonte).

A delegada Ângela Fellet, responsável pelo caso, afirmou que dez homens participaram do abuso sexual contra a jovem, sendo oito menores de idade. Nesta quarta-feira (29), quatro adolescentes foram ouvidos por ela e, segundo a policial, confessaram ter participado do ato, que ocorreu no último fim de semana em uma casa abandonada da Vila Olavo Costa.

"Quatro menores se apresentaram na delegacia, mas como já passou o flagrante, eles foram ouvidos e liberados. Outros dois também já tinham sido identificados por nós. Estão faltando outros quatro suspeitos", afirmou ao UOL.

Ângela Fellet disse que os menores têm idades entre 15 e 17 anos. Além deles, estão sendo convocadas eventuais testemunhas do caso desde o começo da semana.

Segundo a delegada, a violência sexual contra a jovem foi confirmada pela perícia. "Não há dúvida de que houve o estupro. A própria confissão dos menores mostra que ocorreram libidinosos. Há também a declaração da vítima, dizendo ter sido abusada, e dois vídeos que a gente tem, que foram gravados por meio de celulares e publicados em redes sociais. As imagens mostram que houve conjunção carnal e não somente atos libidinosos. Como a garota é menor de 14 anos, ela é considerada incapaz de consentir, e o caso é considerado estupro de vulnerável."

A menina, que disse não conhecer os agressores, e parentes mais próximos foram retirados da casa onde moram e levados para um local considerado seguro. 

Denúncia

De acordo com a Polícia Militar da cidade, a garota relatou que teria saído de uma festa junina de escola onde estuda, no sábado passado (25), em companhia de um garoto com quem estava se relacionando. Eles e outro casal foram até uma casa abandonada e, no interior do imóvel, ela teria tido relações sexuais consentidas com o parceiro.

No momento em que pretendiam sair da casa, os dois casais teriam sido surpreendidos por um grupo desconhecido. A colega da garota e os dois rapazes foram liberados pelos suspeitos.

No boletim de ocorrência, policiais militares que atenderam ao caso informaram que a amiga somente foi liberada porque teria dito ser irmã de um traficante de drogas da região.

Em seguida, o grupo manteve a menina de 13 anos em cárcere privado e exigiram que ela fizesse sexo com todos. Ela teria ficado ao menos dez horas em poder dos captores, sendo liberada na manhã do domingo (26).

Em liberdade, a garota contou aos policiais que procurou mãe para que a acompanhasse a uma delegacia. A vítima foi levada ainda no domingo a um hospital de pronto-socorro da cidade, onde foi examinada e tratada. 

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