Policial federal atira após briga, mata estudante e fere 2 em boate no Acre

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Arquivo pessoal

    O estudante Rafael Chaves Frota, 25, morreu após ser atingido por um tiro no peito numa boate em Rio Branco

    O estudante Rafael Chaves Frota, 25, morreu após ser atingido por um tiro no peito numa boate em Rio Branco

Um universitário morreu e outras duas pessoas ficaram feridas por disparos de uma arma de fogo dentro de uma das maiores casas noturnas de Rio Branco, na madrugada deste sábado (4). O estudante Rafael Chaves Frota, 25, foi atingido por um tiro no peito e chegou a ser socorrido, mas morreu logo após chegar ao Hospital de Urgência e Emergência da capital acriana. O suspeito do disparo é um policial federal, que foi um dos feridos e teve prisão decretada.

Um vídeo publicado no Youtube e que circula nas redes sociais flagrou o momento dos tiros. São ouvidos cinco disparos, que pararam de imediato a música que tocava na boate. O incidente ocorreu por volta das 3h30.

Em entrevista à "Rede Amazônica", o delegado do caso, Rodrigo Noll, disse que já ouviu as primeiras testemunhas. Segundo ele, afirmaram ter havido uma briga dentro da boate e que foi o policial --que não teve o nome revelado-- quem efetuou os disparos. "A informação preliminar que temos é que só ele fez disparos, e um deles o atingiu a perna", contou.

As circunstâncias da briga ainda não estão claras. Mas, segundo relataram testemunhas, o problema teria ocorrido após um homem ter dado uma cantada na mulher que acompanhava o policial. O estudante de odontologia que morreu, porém, não estava na confusão e foi atingido por uma bala perdida. O corpo de Frota foi sepultado neste domingo (3).

Até a noite deste domingo, o policial seguia internado para tratamento dos ferimentos causados pelo tiro e por escoriações da briga.

Também neste domingo, o juiz plantonista do Tribunal de Justiça do Acre determinou a prisão preventiva do policial por entender que ele foi o responsável pelo caso. Na audiência de custódia, o policial alegou ao juiz --segundo informou o TJ-- que agiu em legítima defesa.

No sábado, a superintendência da Polícia Federal no Acre confirmou o envolvimento do policial no incidente, mas não revelou o nome do envolvido nem se ele tem advogado.

"[A PF] informa que já instaurou, com a Polícia Civil, todos os procedimentos legais para investigar as circunstâncias dos fatos. O policial federal está no hospital tratando de ferimentos causados por disparo de arma de fogo e das escoriações de possíveis agressões e está à disposição da Justiça", disse.

Homenagem

Na manhã desta segunda-feira (4), o irmão de Rafael, Thiago Frota, fez uma postagem em homenagem à solidariedade que a família recebeu. Disse que ele era "um cara que tinha uma alegria de viver e viveu a vida como quis, com os amigos, irmãos que fez no tempo que tivemos o prazer de conviver com ele".

"Vou seguindo minha vida com meu irmão no coração e um sorriso no outro, pois sei que ele não quer ninguém triste, e sim feliz como ele sempre viveu, independente do que fosse, sempre vendo o lado bom de tudo", completou.

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