Homem é preso suspeito de ter espancado menina de três anos em Minas Gerais

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

Um homem de 25 anos foi preso nesta terça-feira (26) acusado de ter praticado tortura e lesão corporal contra uma menina de três anos de idade, filha da companheira do acusado, em Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o caso está sendo investigado pela DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). O suspeito, que não teve o nome divulgado, nega as acusações, de acordo com a polícia.

O boletim de ocorrência informa que médicos do Hospital da Polícia Militar, em Belo Horizonte, acionaram a PM após a menina ter dado entrada na unidade hospitalar.

Eles desconfiaram dos hematomas espalhados pelo corpo dela. A criança foi levada pela mãe, que alegou ter deixado a menina sob os cuidados do suspeito enquanto estava trabalhando. No hospital, a versão que teria sido dada pela mãe sobre as lesões foi que a filha havia tido uma reação alérgica a medicamento.

Já o homem preso relatou aos policiais que a menina se machucou enquanto brincava em um playground próximo de sua casa. A mãe da menina foi ouvida e liberada, mas segue sendo investigada.

Revolta

O soldado da PM mineira Maikon Henrique Silva, 27, que contou ser o pai biológico da criança, demonstrou muita revolta com a situação na qual encontrou a filha.
O militar disse que, apesar do desespero inicial por conta do quadro que encontrou, o estado de saúde da criança é estável e ela não corre risco de morrer.

Silva disse ter sido acionado pela ex-mulher e, imediatamente, deslocou-se para o hospital. "Ela me ligou falando que tinha deixado a menina com o padrasto, que ela disse ter conhecido há apenas três meses e, quando chegou em casa, encontrou a menina desacordada. Eu liguei para o hospital e o pessoal se assustou com o que viu. Me disseram que ela parecia ter sido atropelada por um caminhão."

O policial afirmou não conhecer o atual companheiro da ex-mulher, mas adiantou que irá pedir a guarda da menina à Justiça. "Não há condição de ela retornar para a mãe. Se isso acontecer, ela corre risco de morrer. 

Silva disse ter se separado da mulher quando a criança tinha seis meses de idade. Eles não têm outros filhos.

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