NET demite funcionário acusado de assediar cliente pelo WhatsApp

Guilherme Azevedo

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Facebook

    A fotojornalista Juliana Barros, que denunciou assédio

    A fotojornalista Juliana Barros, que denunciou assédio

A empresa de telecomunicações NET demitiu o técnico acusado de assediar uma cliente pelo WhatsApp, em São Paulo. Em nota, a NET diz estar à disposição da polícia para colaborar e que "o caso denunciado está em total desacordo com os valores e código de ética da empresa".

O caso veio a público na última segunda-feira (25), quando a fotojornalista Juliana Barros, 35, denunciou no Facebook que vinha sendo assediada por um profissional a serviço da NET havia cerca de um mês, logo depois de ter solicitado os serviços da empresa em sua casa, no fim de junho.

A fotojornalista formalizou a denúncia contra o homem no 4º Distrito Policial (bairro da Consolação), na capital paulista, na terça-feira (26), e o caso está sendo investigado pela polícia, que deverá ouvir o técnico ainda esta semana. A identidade do técnico demitido não foi revelada.

Juliana, que é natural de Santos, na Baixada Santista, vive sozinha na capital paulista. Segundo ela, tudo começou quando o técnico visitou o apartamento para o qual ela mudara um mês atrás, para instalar os serviços de internet e TV por assinatura da NET.

No dia da visita, por falta de um adaptador para o televisor, a instalação não pôde ser concluída. O homem orientou que Juliana procurasse o adaptador no mercado e, caso tivesse problemas, poderia chamá-lo de novo. Para isso, deu a ela seu telefone celular.

Segundo a fotojornalista, ela teve de fato dificuldade de encontrar a peça indicada e pediu ajuda ao homem pelo WhatsApp. Ele marcou então retorno com a peça em mãos, mas teria já se insinuado, chamando-a de "gata". Por isso, Juliana não teria deixado que ele subisse no dia marcado, retirando o adaptador na portaria do prédio dela.

A partir daí, o homem teria começado a enviar para a fotojornalista, por meio do WhatsApp, uma série de mensagens de cunho pornográfico. Ela mesma compilou algumas dessas mensagens na postagem em que denunciou o caso no Facebook.



Após tomar conhecimento nesta quinta-feira (28) da decisão da NET de demitir seu funcionário, Juliana voltou a dizer ao UOL que está preocupada com o que pode acontecer, no caso de uma reação do homem: "Estou com medo".

Em entrevista ao UOL na na última terça-feira (26), ela justificara a demora na decisão de denunciar o técnico exatamente por medo de represália: "O homem falou que é maloqueiro. Fiquei com medo de levar isso para a frente, vai que ele é um psicopata", afirmara.

Nesta quinta, ela voltou a usar o Facebook para manifestar seu desejo de mudança: "FALAR FALAR FALAR... JULGAR JULGAR JULGAR... QUE TAL FAZER FAZER FAZER... MELHORAR MELHORAR MELHORAR... RESPEITAR RESPEITAR RESPEITAR".

Leia a íntegra da nota divulgada pela NET nesta quinta-feira (28): "A NET informa que o técnico envolvido foi identificado e desligado. O caso está em apuração na esfera criminal, por meio do Boletim de Ocorrência registrado pela cliente e a empresa permanece à disposição para colaborar com a investigação policial. Reforçamos que o caso denunciado está em total desacordo com os valores e código de ética da empresa. Por fim, destacamos que a NET possui um canal exclusivo para comunicação de desvios de conduta de colaboradores, por meio do e-mail conduta.net@net.com.br, Todos os casos reportados são rigorosamente averiguados, com sigilo e discrição necessários".

 

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