Jovem pode ter sido morto por engano no aeroporto de Porto Alegre

Lucas Azevedo

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

Ganha força a hipótese de que Marlon Roldão Soares, 18, foi assassinado por engano na manhã desta segunda-feira (19) no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. O jovem foi atingido por pelo menos 15 tiros no terminal 2, em frente ao portão de embarque. O assassinato ocorreu na presença de dezenas de pessoas. A identidade dos suspeitos ainda não foi revelada para não atrapalhar as investigações.
 
A suspeita inicial da polícia era de que Soares teria sido vítima de crime passional, envolvendo o familiar de uma ex-namorada. Entretanto, conforme foram avançando as investigações e a partir da coleta de depoimentos, os investigadores começaram a desconfiar que um amigo do jovem que iria viajar seria o verdadeiro alvo, ao mesmo tempo em que a linha da passionalidade perdia força.
 
A maneira pela qual Soares foi morto foi uma clara execução. Porém, o rapaz não possuía antecedentes e não era ligado à criminalidade.
 
"Ele tinha umas amizades que de repente teria escolhido mal. Isso abriu uma outra linha que nós estamos nutrindo de que talvez ele não fosse o alvo, e que ele teria sido morto em razão de estar próximo do alvo", destaca o delegado Gabriel Bicca.
 
Soares era morador da Vila Jardim, na zona norte de Porto Alegre, bairro disputado por duas facções criminosas. Conforme os investigadores, traficantes de drogas encomendaram a execução que seria de um amigo de Soares, que havia desertado da quadrilha.

O crime

O jovem, que completou 18 anos nesta segunda-feira, estava com familiares se despedindo de um amigo que pegaria um voo. Por volta das 11h, dois homens que já estariam no saguão acompanhando a movimentação, se aproximaram de Soares e executaram cerca de 20 disparos de pistola 9 milímetros. Houve correria no local.

Os atirados fugiram em um Chevrolet Cobalt prata, flagrado saindo em alta velocidade por cinegrafistas que estavam no local para aguardar o desembarque de Renato Portaluppi, novo treinador do Grêmio.

 A polícia logo fez buscas e localizou o carro a dois quilômetros do aeroporto. Conforme testemunhas, os ocupantes do Cobalt abandonaram o veículo e embarcaram em dois carros, fugindo do local.
 
Os suspeitos já foram identificados, mas suas identidades não foram divulgadas pela polícia para não atrapalhar as investigações.

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