Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

"Me preocupo muito, porque ele está cansado", diz Pezão sobre Beltrame

Do UOL, no Rio

  • Divulgação

    O governador do Rio está afastado do cargo por um câncer no sistema linfático

    O governador do Rio está afastado do cargo por um câncer no sistema linfático

O governador licenciado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que está em Brasília, afirmou nesta terça-feira (11) estar preocupado com o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame, que pediu demissão do cargo. "Dez anos à frente da Secretaria de Segurança não é fácil. Eu me preocupo muito, porque ele está cansado", disse.

O anúncio da demissão de Beltrame acontece um dia depois do intenso tiroteio que deixou três suspeitos mortos, fechou o comércio e apavorou moradores de Copacabana, na zona sul.

Segundo Pezão --que está em Brasília em reunião com outros 12 chefes de governos estaduais em busca de uma fatia maior de recursos da Lei de Repatriação de ativos no exterior--, o secretário havia assumido o compromisso de permanecer no cargo apenas até o fim das Olimpíadas. "Se eu tiver oportunidade, vou pedir pra ele que fique até o fim do governo. Agora, eu também não posso exigir que uma pessoa que esteja há dez anos à frente da Secretaria de Segurança continue", declarou.

"Mas é uma pessoa que prestou um serviço extraordinário. É o secretário que mais tempo ficou à frente da pasta da Segurança Pública no Rio", disse o governador licenciado.

Nascido em Santa Maria (RS), Beltrame completaria dez anos como secretário de Segurança do Rio em novembro. Ele fez carreira como delegado da Polícia Federal antes de assumir a função a convite do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Hanrrikson de Andrade/UOL
29.abr.2013 - O então governador do Rio Sérgio Cabral (centro) em reunião com o então vice-governador Luiz Fernando Pezão, o secretário de segurança e oficiais da PM para discutir a ocupação de favelas

Ganhou protagonismo no cenário político fluminense por conta da política das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que começou em 2008 e chegou ao seu auge em 2010, ano da tomada das comunidades do Complexo do Alemão.

A demissão de Beltrame já era cogitada desde setembro, quando alguns veículos de imprensa chegaram a noticiar que ele deixaria o cargo após o primeiro turno das eleições.

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