Mulher diz ter sido vítima de homofobia no CCBB do Rio

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Facebook

    Mulher disse ter sido vítima de homofobia quando visitava uma exposição no CCBB no Rio

    Mulher disse ter sido vítima de homofobia quando visitava uma exposição no CCBB no Rio

Uma mulher usou as redes sociais para denunciar ter sido vítima de homofobia quando visitava uma exposição no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) do Rio de Janeiro com a namorada. Em post um publicado neste sábado (31) na página do centro cultural no Facebook, a mulher, identificada apenas como Éri Éri, relatou que visitava a exposição do artista Piet Mondrian na sexta à noite quando um homem escreveu "fora lésbica!" em um dos espaços interativos da mostra assim que ela e a namorada deixaram a sala.

No post, ela contou que um homem escreveu 'meu p*' no quadro -- em que visitantes podem usar ímãs lembrando as obras de Mondrian para montar frases e desenhos --, enquanto uma funcionária observava e ria da cena. Ela e a namorada desfizeram a frase e ao passarem novamente pelo local encontraram os dizeres 'fora lésbica' escritos no quadro. O UOL entrou em contato com a mulher, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

O caso gerou uma série de críticas ao centro cultural e reações negativas em sua página no Facebook. "Homofobia até em um centro cultural? Até quando? Isso é um absurdo", "Complicado LGBT ser hostilizado em centro cultural, onde a diversidade devia ser celebrada e não oprimida", escreveram dois internautas. "Esperando uma atitude do CCBB! Revoltante ter um caso desse em um lugar em que muita gente se sentia segura", postou outro.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (2), o CCBB disse repudiar o ocorrido e informou que a funcionária envolvida no caso pertencia ao quadro de colaboradores terceirizados e foi afastada. A equipe do Centro Cultural posou para uma foto em frente ao quadro interativo com os dizeres "CCBB contra a homofobia".

Até esta segunda-feira (2), mais de 36.000 pessoas haviam compartilhado a publicação. Também pelas redes sociais, um grupo organiza um protesto dentro do centro cultural na quarta-feira (4) em repúdio ao ocorrido. Cerca de 1.500 pessoas demonstraram interesse e mais de 700 confirmaram presença.

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