Terminais da Grande SP vão cobrar até R$ 1,62 por "tarifa de integração" de passageiros

Do UOL*, em São Paulo

  • Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Ônibus sai do terminal São Mateus, na zona leste de São Paulo

    Ônibus sai do terminal São Mateus, na zona leste de São Paulo

Cinco terminais da região metropolitana de São Paulo passarão a cobrar uma "tarifa de integração" dos usuários. Ao utilizar os terminais Piraporinha, Diadema, São Mateus, Capão Redondo e Campo Limpo, os passageiros terão que pagar um valor que vai variar entre R$ 1 e R$ 1,62 pela entrada nessas estruturas.

A cobrança foi determinada pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), do governo do Estado, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o órgão, a taxa de integração será descontada diretamente do cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano).

Em nota, a empresa afirma que a taxa será cobrada "cumprindo as cláusulas contratuais referentes à execução dos serviços de substituição, conservação, manutenção preventiva e corretiva da rede aérea de alimentação dos trólebus".

A cobrança passa a valer neste domingo (8) para os terminais Piraporinha e Diadema, que fazem a ligação entre as linhas do sistema municipal e metropolitano com o chamado corredor ABD (exclusivo para ônibus e trólebus). Para o terminal São Mateus, a medida passa a vigorar a partir do dia 15 de janeiro. Nesses três terminais, a tarifa cobrada será de R$ 1.

No terminal do Capão Redondo, será cobrado um valor de R$ 1,12 para quem faz a integração entre o metrô e as linhas de ônibus metropolitano que chegam e saem do local.

Já no terminal do Campo Limpo, a taxa será de R$ 1,12 apenas para quem desembarcar do ônibus e utilizar, em seguida, o metrô. No sentido oposto, a taxa será mais cara: R$ 1,62.

A medida deve afetar, ao todo 127 mil pessoas --segundo a EMTU, 27 mil passageiros utilizam os terminais Piraporinha, Diadema e São Mateus diariamente, enquanto nos terminais do Campo Limpo e Capão redondo o fluxo é de 100 mil pessoas por dia.

Reajuste nas tarifas

Passageiros também terão que pagar mais pela tarifa das 571 linhas de ônibus que atendem a região metropolitana de São Paulo a partir deste domingo (8).

Nos municípios de Juquitiba, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e Cotia, atendidos pelo Consórcio Intervias, o reajuste será de 6,65%.

O aumento será de 6,58% nos municípios de Cajamar, Caieiras, Itapevi, Jandira, Carapicuíba, Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Francisco Morato e Franco da Rocha, atendidos pelo Consórcio Anhanguera.

Para os municípios de Guarulhos, Arujá, Mairiporã e Santa Isabel, atendidos pelo Consórcio Internorte, a passagem aumentará 7,18%.

Em Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Mogi das Cruzes, Guararema, Biritiba Mirim, Salesópolis e Suzano, municípios atendidos pelo Consórcio Unileste, o aumento será de 6,64%.

Já no ABC paulista, o aumento da passagem será de 6,10% para as linhas que atendem os municípios de Diadema, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Segundo a EMTU, o valor atual das linhas intermunicipais que atendem os terminais do Capão Redondo e Campo Limpo não sofrerá reajuste.

Empresa alega repasse de custos

Ao justificar os reajustes anunciados nas tarifas de ônibus intermunicipais, o presidente da EMTU, Joaquim Lopes, disse nesta quinta (5) que, diferentemente do que acontece na capital paulista, não há subsídios no transporte público entre as cidades de São Paulo, o que torna necessário repassar custos aos usuários. 

"A receita arrecadada tem que cobrir os custos", afirmou o gestor da empresa responsável pelos sistemas de transporte metropolitano.

Pelo mesmo motivo, será cobrada a tarifa de R$ 1 na integração entre linhas municipais e metropolitanas feita nos terminais Piraporinha, Diadema e São Mateus. 

O objetivo, disse Lopes, é reequilibrar o contrato. Num contrato assinado em 2012, a Metra, concessionária da linha, assumiu obrigações adicionais, como a manutenção da rede aérea de alimentação dos trólebus, e a nova tarifa servirá para transferir esses gastos aos usuários do serviço.

*(Com Estadão Conteúdo)

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