Crivella alega doença para dispensar engenheiro da CET; UFRJ critica decisão

Do UOL, no Rio

  • Alex Ribeiro/AGIF/Estadão Conteúdo

    1º.jan.2017 - O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella (PRB), durante a solenidade de posse

    1º.jan.2017 - O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella (PRB), durante a solenidade de posse

A Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio) criticou nesta quarta-feira (11) a desistência por parte do prefeito Marcelo Crivella (PRB) de nomear o professor e engenheiro Paulo Cezar Ribeiro para o comando da CET-Rio, o centro de engenharia de tráfego da Prefeitura do Rio.

Em declaração à imprensa, Crivella alegou na manhã de hoje que o acadêmico teria sido diagnosticado com uma doença grave, mas a justificativa foi posteriormente negada por Ribeiro em entrevista ao jornal "O Globo". Para o lugar que seria dele, o gestor do município nomeou a servidora Virgínia Maria Salemo Soares.

Na versão da Coppe, onde Ribeiro atua como professor e pesquisador, a justificativa de Crivella é "totalmente inverídica". A instituição classificou como "desrespeitosa" a atitude do prefeito, já que o engenheiro havia sido oficialmente convidado a assumir o cargo pelo vice-prefeito e secretário de Transportes, Fernando Mac Dowell (PR).

Em 3 de janeiro, dois dias após Crivella tomar posse, Ribeiro chegou a participar de uma reunião com diretores e membros da CET-Rio para definir planos de trabalho. O UOL não conseguiu entrar em contato com o professor universitário.

"Causa estranheza que a não-confirmação para o cargo do respeitado professor tenha ocorrido no dia seguinte a uma operação bem-sucedida de fiscalização da CET-Rio, por ele orientada, que resgatou a fluidez do tráfego no terminal Procópio Ferreira, na Central do Brasil, resultando na multa de 91 ônibus que se encontravam estacionados irregularmente no local. Tal irregularidade vinha ocorrendo constantemente, gerando grande congestionamento em toda a região, causando transtornos e manifestações de insatisfação de toda a população", informa a Coppe, em nota de repúdio.

A reportagem também solicitou um posicionamento da Prefeitura do Rio, por telefone e por e-mail, mas não recebeu qualquer resposta até 19h desta quarta.

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