Quem pagou mais caro para fazer integração em SP não será ressarcido, diz secretário

Do UOL, em São Paulo

  • Caio Guatelli/Folhapress

Os usuários de transporte público da cidade de São Paulo que utilizaram o Bilhete Único comum na última segunda (9) e terça-feira (10) para fazer integração entre metrô, trem ou ônibus não terão valores ressarcidos pelas administrações municipal e estadual, afirmou o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda.

Mesmo com a decisão judicial de suspender os reajustes, o novo valor chegou a vigorar no dia 8 (um domingo), já que até a terça-feira (10) o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não havia sido notificado sobre a liminar.

Fábio Vieira/FotoRua/Estadão Conteúdo
Sérgio Avellada, secretário municipal de Transportes de São Paulo

Após receber a notificação da justiça, o reajuste foi suspenso pelo governo na terça à tarde, mas quem precisou usar mais de um tipo de transporte público entre domingo e terça acabou pagando R$ 6,80 em vez de R$ 5,92. "Naqueles dias, como a liminar não estava em vigor e o reajuste estava em vigor, eu não tenho como devolver esse dinheiro para a população", afirmou Avelleda, em entrevista à rádio CBN.

O secretário esclareceu ainda que quem carregou os cartões nos dias 9 e 10 não está "pagando a mais". "Está pagando a tarifa nova. Nós atualizamos o software e ele [o usuário] está pagando a tarifa determinada pelo TJ [Tribunal de Justiça de São Paulo]", disse.

Os usuários que pagaram a mais pelo bilhete mensal ônibus ou trilho e também pelo integrado receberão a diferença em crédito no próprio cartão ou na conta bancária. "Vamos restituir no bilhete temporal. Quem comprou o mensal e pagou mais caro, nós vamos restituir. A pessoa poderá solicitar a restituição no site da SPTrans a partir de segunda-feira (16)", garantiu. O mesmo valerá para o mensal integrado.

O UOL entrou em contato com a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo questionado quantas pessoas terão direito à restituição do valor e qual o montante a ser pago. A reportagem solicitou mais detalhes sobre como o pedido poderá ser feito a partir de segunda (16) e se haverá um prazo para que o usuário seja ressarcido. Além disso questionou se a restituição também vale para quem carregou o bilhete temporal diário. Mas, até as 15h, a pasta ainda não havia respondido aos questionamentos.

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