Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Trens do Rio já pararam 6 vezes nesse ano por causa de tiroteios

Do UOL, no Rio

  • Luiz Souza/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Estação ferroviária da Central do Brasil, na zona portuária do Rio de Janeiro

    Estação ferroviária da Central do Brasil, na zona portuária do Rio de Janeiro

A circulação de trens no Rio de Janeiro já parou seis vezes neste ano por causa de tiroteios em diferentes regiões da cidade, informou nesta segunda-feira (16) a Supervia --concessionária responsável pela gestão do sistema ferroviário. O número é quase um terço do total de interrupções que ocorreram nos 365 dias de 2016. Foram 17 em todo o ano passado.

As paralisações representam, de acordo com a empresa, quatro horas e 30 minutos de interrupção de embarque nas estações afetadas, prejudicando "milhares de passageiros". A Supervia atende diariamente, no total, 700 mil pessoas.

Os problemas foram mais constantes na estação situada nos arredores da favela do Jacarezinho, na zona norte carioca.

Em 6 de janeiro, por conta de um confronto armado na região, o sistema ficou parado parcialmente por quase 40 minutos. O mesmo viria a ocorrer quatro dias depois, durante a manhã, entre 7h03 e 7h20 e de 9h22 às 10h45.

Já na última quinta-feira (12), a operação foi interrompida por uma hora e 40 minutos, e as plataformas foram fechadas para embarque de passageiros entre Del Castilho e Belford Roxo. Foram afetadas as estações Jacarezinho, Triagem, Maracanã, São Cristóvão e Central do Brasil.

Em 2 de janeiro, as composições pararam duas vezes por conta de tiroteios nas proximidades da estação Manguinhos: de 19h03 às 19h22, e de 19h37 às 19h59. Os trens precisaram aguardar ordem de circulação por cerca de 40 minutos, no total.

O UOL procurou a Secretaria de Estado de Segurança Pública, que não comentou o assunto. Já a Polícia Militar informou que "atua preventivamente de forma planejada para impactar o menos possível no cotidiano das pessoas", mas que "nem sempre que há um confronto armado no Rio significa que a PM esteja diretamente envolvida".

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