Força-tarefa entra no presídio de Alcaçuz e encontra 500 facas e um revólver

Carlos Madeiro e Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Divulgação/Sindicato dos Agentes Penitenciários

    Agente hasteia bandeira do Brasil no telhado da penitenciária de Alcaçuz

    Agente hasteia bandeira do Brasil no telhado da penitenciária de Alcaçuz

Uma operação da Força Nacional Penitenciária e agentes do Rio Grande do Norte, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, retomou, na manhã desta sexta-feira (27), os pavilhões 4 e 5 da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal --esses são os locais em que ficam os detentos ligados ao PCC.

No pavilhão 5, estavam os presos do PCC e, no pavilhão 4, os presos ligados à facção paulista que haviam tomado o controle durante disputa na quinta-feira da semana passada.

Desde cedo, agentes federais que vieram na força-tarefa enviada pelo Ministério dá Justiça e homens da segurança locais ocuparam o local. Não houve registro de confrontos.

Um revólver calibre 38 e munição, cerca de 500 facas artesanais, 44 celulares, tesouras, espetos de ferro e drogas foram encontrados durante revista nos dois pavilhões.

A Sejuc (Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania) informou que 120 presos foram autuados em flagrante na delegacia móvel instalada pela Polícia Civil dentro do complexo de Alcaçuz por portar material ilícito

Divulgação/Secretaria de Justiça e Cidadania do RN
Agentes penitenciários federais posam para foto no telhado da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal (RN)

"Além dos presos já identificados portando material ilícito no primeiro dia da operação, o Setor de Inteligência da Sejuc-RN já está identificando possíveis lideranças através de observação desde o início da rebelião", informou a secretaria.

Por volta das 8h30 (horário local), os agentes hastearam bandeiras do Rio Grande do Norte e do Brasil no telhado da unidade para simbolizar a reconquista do local. Os detentos que estavam soltos no pátio foram colocados dentro das celas e as grades fechadas.

A ação desta sexta-feira é a primeira desde a chegada de 78 homens da Força Nacional Penitenciária, na quarta-feira. Eles devem permanecer no Estado por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado.

Com a chegada da força-tarefa, a ideia do governo é que o Estado retome o controle de Alcaçuz e garanta a reforma de alguns pontos da unidade, além da construção de um muro de 90 metros, que vai separar presos do PCC dos detentos do Sindicato do RN.

Já os presos dos pavilhões 1, 2 e 3 já estão controlados desde o início da semana e já atua na reforma dentro da unidade, como a pintura e reforma de muros nos pavilhões destruídos na rebelião.

A Sejuc informou que o próximo passo é restaurar os espaços que foram danificados pelos presos durante a rebelião do dia 14 e até esse período que estiveram soltos dentro dos pavilhões.

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