Ministério da Defesa enviará mais 350 militares para o Espírito Santo

Do UOL, em São Paulo

  • Paula Bianchi/UOL

O Ministério da Defesa anunciou nesta quarta-feira (8) que o Espírito Santo deve receber mais 250 homens das Forças Armadas e cem homens da Força Nacional de Segurança Pública. A medida é para reforçar o patrulhamento no interior do Estado. 

Os militares devem desembarcar no início da noite. A região enfrenta uma onda de violência desde sábado (4), quando a Polícia Militar paralisou suas atividades.

Segundo o Sindipol-ES (Sindicato dos Policiais Civis do Estado), nos últimos cinco dias foram registrados 95 assassinatos no Estado. O governo não confirma os números. 

Na segunda-feira (6), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que os militares das Forças Armadas ficariam no Espírito Santo durante o "tempo necessário" para que a ordem fosse restabelecida.

Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais.

A Justiça do Espírito Santo declarou ilegal o movimento dos familiares dos PMs. Segundo o desembargador Robson Luiz Albanez, a proibição de saída dos policiais caracteriza uma tentativa de greve por parte deles. A Constituição não permite que militares façam greve. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia pelo descumprimento da lei.

A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. Segundo a associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento real, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.

A SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social) contesta as informações passadas pela associação. Segundo a pasta, o governo do Espírito Santo concedeu um reajuste de 38,85% nos últimos sete anos a todos os militares e a folha de pagamento da corporação teve um acréscimo de 46% nos últimos cinco anos.

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