Princípio de incêndio na Alerj adia votação de projeto para privatizar a Cedae

Do UOL, no Rio

  • Elisa Freitas/UOL

    O Palácio Tiradentes, sede da Alerj, foi esvaziado após princípio de incêndio

    O Palácio Tiradentes, sede da Alerj, foi esvaziado após princípio de incêndio

Um princípio de incêndio no Palácio Tiradentes, sede da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), no centro da capital fluminense, fez com o que o prédio fosse esvaziado pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta segunda-feira (13). Ninguém ficou ferido.

Por conta da ocorrência, a reunião do Colégio de Líderes que discutiria o projeto de lei que prevê a privatização da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), marcada para esta as 14h desta segunda, foi adiada indefinidamente.

Com isso, a votação do PL 2.345/17, inicialmente prevista para as 15h de tera-feira (14), foi retirada da pauta e "ainda não tem nova data marcada", segundo decisão do presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB-RJ).

Os bombeiros foram acionados às 9h25, depois que a sala de imprensa e o plenário da Casa foram tomados de fumaça. De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, o princípio de incêndio ocorreu em um duto de ar-condicionado do prédio. No início da tarde, a Alerj informou que o sistema de refrigeração do Palácio Tiradentes está sendo substituído.

Princípio de incêndio adia trabalhos da Alerj, no RJ

O local foi resfriado, e a ocorrência encerrada por volta das 11h. Por conta do cheiro de fumaça, a presidência da Alerj orientou funcionários e deputados a não entrar no prédio.

Projeto e protesto

O projeto, que começou a ser discutido na última quinta (9), autoriza o governo a usar as ações da Cedae como garantia para um empréstimo de R$ 3,5 bilhões com a União. A proposta do Governo do Estado recebeu 209 emendas de deputados da Alerj.

Se aprovado, o projeto determina que o governo do Rio terá seis meses para contratar instituições financeiras para avaliar a companhia e criar o modelo de venda.

A privatização tem sofrido forte oposição do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado, de deputados da oposição e também dos funcionários da Cedae, que decretaram greve e temem pelos seus empregos e pela qualidade do serviço da companhia.

Na quinta, um protesto de servidores diante do Palácio Tiradentes durou mais de quatro horas e foi marcado pelo confronto entre manifestantes e policiais militares do Batalhão de Choque.

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