Paralisação de metroviários pode afetar 3,7 milhões de usuários; rodízio é liberado

Do UOL, em São Paulo

Devido à paralisação de metroviários e motoristas de ônibus em São Paulo, com início programado para a 0h desta quarta-feira (15), a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) decidiu liberar o rodízio municipal. A mobilização das categorias faz parte do Dia Nacional de Paralisações e Greves contra as reformas da previdência e trabalhista.

Segundo os sindicatos dos metroviários, a paralisação terá duração de 24 horas. Já os condutores de ônibus devem manter o protesto até 8h, de acordo com o Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo).

De acordo com o site do Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo), uma média de 3,7 milhões de usuários foram transportados nos dias úteis durante o ano passado. Para se ter uma ideia, a estação da Sé-- a mais movimentada de toda a linha-- registrou 594 mil passageiros em único dia útil. O Metrô é responsável pelas linhas 1 - Azul, 2 - Verde, 3 – Vermelha, 5 - Lilás e 15 - Prata. Funcionários da linha 4, administrada pela concessionária privada ViaQuatro, não devem aderir à greve.

Em relação ao sistema municipal de ônibus, estima-se que 9,6 milhões de passageiros sejam transportados diariamente em dias úteis. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, responsável por algumas frotas de ônibus da cidade, informou que seus membros não participarão da greve, mas que os motoristas devem travar saída das garagens de modo a impedir que a frota de ônibus vá para as ruas. A paralisação da categoria será parcial e deve terminar às 8h.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô de São Paulo, ainda não deu detalhes sobre o plano da pasta para amenizar os impactos da greve.

Sistema ferroviário

O Sindicato dos Ferroviários de SP, que responde pelas linhas de trem 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM, informou que eles não vão fazer parte das paralisações. No entanto, representantes do órgão estarão presentes no ato na Av. Paulista, região central da cidade, marcado para 16h. O protesto é organizado por várias centrais sindicais, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

Os trabalhadores das demais linhas da CPTM são representados por outros dois sindicatos. O sindicato dos ferroviários da Central do Brasil representa os funcionários das linhas 11-Coral e 12-Safira. Já o sindicato dos ferroviários da região Sorocabana atende aos profissionais das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Professores também prometem parar

Professores das redes estadual e municipal anunciaram, por meio de seus sindicatos, que farão parte do dia de mobilização nacional e vão parar suas atividades nesta quarta (15).

Segundo a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), a categoria fará protestos pelo Brasil contra as reformas da previdência, trabalhista e do ensino médio. Os representantes da confederação anunciaram que estarão presentes no protesto marcado para acontecer na Av. Paulista.

De acordo com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), os professores também querem reajuste salarial e são contra algumas mudanças no currículo do ensino médio, proposta sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB) em fevereiro deste ano.

A categoria fará uma assembleia estadual às 14h na Praça da República. No encontro, eles pretendem definir a continuidade ou não da greve de professores. Depois, seguirão para a manifestação na Av. Paulista.

Professores representados pelo Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) marcaram uma assembleia geral no Viaduto do Chá, em frente à Prefeitura, às 15 horas para discutir os rumos da greve. Eles também devem aderir ao movimento na Av. Paulista. De acordo com dado divulgado no site da secretaria de educação, a rede conta com quase 1 milhão de alunos. 

Manifestações pelo Brasil

Uma série de protestos está marcada para acontecer durante toda a quarta-feira. Organizados por centrais sindicais e movimentos como CUT, CNTE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, os atos devem acontecer nas capitais e em Brasília.

Em São Paulo, o protesto será concentrado na Av. Paulista, às 16h. Outras categorias como servidores da Sabesp, dos Correios e da Polícia Civil também devem participar dos protestos na cidade.

No Rio de Janeiro, o ato começará às 16h, na Candelária. Já em Brasília, a manifestação será na parte da manhã, às 8h, na Catedral Metropolitana.

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