Homem é condenado por estupro ao ser confundido com irmão

João Rabay

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/RPC

     Johny Lopes ficou preso por um ano e dois meses

    Johny Lopes ficou preso por um ano e dois meses

A semelhança física com o irmão quatro anos mais novo custou a liberdade ao empreiteiro Johny Marcos Carvalho Lopes, morador de Ponta Grossa, no Paraná. Ele ficou preso por um ano e dois meses após uma vítima de estupro identificá-lo na delegacia.

O crime aconteceu em 2005, após uma festa Igreja Nossa Senhora do Pilar. Mesmo alegando que, no momento do incidente, estava na casa de sua sogra, a quilômetros do local onde aconteceu o estupro, informação confirmada por parentes, Lopes foi condenado em 2015 e levado para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

Segundo Edson Stadler, advogado de Johny Lopes, a  própria vítima não tinha certeza da participação de seu cliente no caso: a princípio, no reconhecimento, ela indicou que ele não estava presente no  momento do crime, mas depois mudou de ideia.

A semelhança entre os dois é destacada pelo advogado: "Apesar de não serem gêmeos, os dois são muito parecidos, inclusive na voz e no modo  como se comportam", comenta. Fotos dos irmãos foram usadas para justificar o pedido de revisão da pena.

Condenado a 14 anos e sete meses de prisão, depois diminuídos para 10 anos e sete meses, o pedreiro conseguiu reabrir o caso e, graças aos depoimentos de testemunhas, incluindo a vítima, o irmão de Johny e os  dois outros acusados de participação no estupro, a Justiça reconheceu o erro e  determinou que ele fosse solto imediatamente, deixando a prisão no dia 31 de  março.

Segundo Stadler, Johny apresenta hoje um quadro emocional extremamente delicado, sentindo medo das pessoas e da imprensa. Muitas pessoas se afastaram, incluindo parentes e amigos. Por isso, o advogado vai entrar com ação indenizatória contra o Estado para que Johny possa passar por tratamento psicológico e reestruturar sua vida.

Mesmo tendo confessado o crime no final de março deste ano, Odair José Carvalho Lopes, o irmão mais novo, segue em liberdade e nenhum  inquérito foi aberto contra ele até o momento.

Outro lado

Em nota, juíza Letícia Lustosa, responsável pela condenação, informou que o julgamento foi feito de acordo com as provas que  constavam nos autos e que, na época, o irmão de Lopes não tinha sido incluído pela  defesa no processo. Além disso, ela destaca que a decisão foi assinada por outros três desembargadores.

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