Menina de 4 anos sobrevive após cair do quarto andar em SP

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)

Uma menina de 4 anos está em estado grave após cair do quarto andar de um prédio (de uma altura de cerca de 20 metros) em Sertãozinho, distante 333 km de São Paulo. A menina teve fratura de fêmur e foi operada, mas não corre risco de morte.

Segundo a Polícia Civil, a mãe deixou a criança sozinha em casa. Aline Oliveira Souza é gari e mora no conjunto habitacional Aragão 1, na periferia da cidade de cerca de 121 mil habitantes. Ela contou que, ao sair para trabalhar, geralmente deixa a menina com sua irmã, que mora em um prédio vizinho. Como estava chovendo na última quinta-feira e a menina estava dormindo, Souza preferiu deixar a filha na cama e saiu para trabalhar. "Ela estava gripada, não quis levar ela na chuva para não piorar", contou a mãe.

A suspeita é que a menina tenha acordado, colocado a cadeira em uma janela e subido no parapeito, quando se desequilibrou. A queda foi amortecida pelo telhado da cobertura da garagem. "Jamais imaginaria que isso pudesse acontecer. Ainda estou em choque", disse.

O socorro foi chamado pela tia da menina, Priscila Oliveira. "Eu estava pegando o guarda-chuva quando vieram me contar que ela tinha caído. Corri até lá e chamamos o socorro", afirmou.

Segundo o subtenente Adilson Luis Teixeira, da Guarda Municipal de Sertãozinho, o socorro chegou ao local minutos depois da queda. O socorro foi chamado pela tia da menina, Priscila Oliveira. "Eu estava pegando o guarda-chuva quando vieram me contar que ela tinha caído. Corri até lá e chamamos o socorro", afirmou a tia. Na avaliação do subtenente, a cobertura salvou a vida da garota.  "Acho que ela não teria sobrevivido", disse.

Após socorrer a menina, a guarda fez uma vistoria no apartamento. "Vimos uma cadeira encostada na janela. Ao que parece, ela usou a cadeira para atingir a janela e acabou caindo", conta. A menina foi socorrida até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade e transferida para a unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Investigação

Teixeira conta ainda que o caso foi enviado ao Conselho Tutelar de Sertãozinho e também registrado na Polícia Civil, por meio da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). "Foi realmente um milagre", disse a delegada Andréa Fogaça Nogueira, que atendeu a ocorrência. 

A mãe deve responder por abandono de incapaz, com pena de até três anos de prisão, e pode perder a guarda da filha. Após o susto, Souza contou que pretende se mudar para uma casa. "Quase perdi ela, só Deus sabe o que passei quando pensei que ela poderia morrer. Vou mudar para uma casa", afirmou.

 

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