PM não relata nome em B.O. e agressor de biomédica segue sem identificação

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

Agredida diante de policiais militares na madrugada de sexta-feira, na saída de uma casa noturna de Curitiba (PR), a biomédica Carla Barfknecht sequer tem a quem processar criminalmente. Para a surpresa dela, os policiais que atenderam o chamado não anotaram o nome do agressor, que foi liberado sem ser identificado no BO. Nesta terça-feira, o advogado Gelson Massuquetto esteve com o comando da corregedoria da Polícia Militar do Paraná, que prometeu instaurar um procedimento administrativo a partir de quarta-feira.

O UOL teve acesso ao Boletim de Ocorrência aberto na segunda-feira e nele apenas consta o primeiro nome do agressor, Lucas, citado a partir de relato de Carla aos policiais militares Paulo Augusto Melere Ferreira e Valmir dos Santos Cardoso, que atenderam a ocorrência.

Divulgação
Pelo relato da biomédica, ela inicialmente foi ofendida depois de recusar a abordagem deste homem de cerca de 25 anos, dentro da casa noturna. Depois, Lucas teria agredido um amigo dela pelas costas, iniciando uma confusão, na qual a própria modelo se envolveu para defender o amigo.

Os seguranças da casa noturna Shed Western Bar Curitiba apartaram a briga e Carla foi atendida no ambulatório do local, de onde acionou a polícia militar, que logo chegou. Enquanto ela conversava com os policiais, Lucas deixou a balada. "Ele e seus amigos saíram agressivos da casa noturna e começaram novamente com as ofensas machistas dizendo que 'pela minha roupa eu pedi aquilo', que 'piranha é assim mesmo' entre outras ameaças que revoltaram até os próprios policiais", relatou.

Em nota, a Shed Western Bar Curitiba garantiu que prestou todo atendimento necessário a Carla, colocando as imagens das câmeras de segurança à disposição. O advogado, porém, não acredita na boa vontade da casa noturna e não pretende fazer essa solicitação. Ele promete entrar com queixa-crime, para que a polícia investigue a agressão e a ação da casa noturna.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar divulgou, em nota, que "o atendimento à vítima foi prestado". Questionada sobre as razões de Lucas ter sido liberado e o nome dele não constar no B.O., a PM somente afirmou que a vítima deveria procurar um Batalhão ou a Corregedoria para formalizar denúncia contra os policiais militares. "No momento da formalização, ela deve apontar a sua versão e elementos que contribuam para a investigação interna", finalizou a PM.

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