Em dívida, Hopi Hari diz que fará "pausa" em atividades

Demetrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

  • Reprodução

Reclamando de "ataques raivosos" e de "infames reportagens", o Hopi Hari anunciou nesta sexta-feira que pretende fechar as portas ao público. Em nota enviada à imprensa, o presidente do parque, José Luiz Abdalla, afirmou que o encerramento das atividades é uma "pausa" para "tomar fôlego e voltar com toda força".

Na semana passada, o UOL publicou que uma pesquisa da Proteste encontrou várias falhas de segurança no parque. Depois, na última terça-feira, uma reportagem do Estadão Conteúdo, publicada também pelo UOL, apontou que "Sem luz, sem seguro e com R$ 700 mi em dívidas", o Hopi Hari estava perto de fechar. E, nesta sexta-feira, fechou mesmo. E Abdalla culpa justamente essa reportagem.

"Nesta última semana, o Hopi Hari foi alvo de uma onda de ataques raivosos e desproporcionais, pressagiando o fim do parque - o que, se depender de nós, não irá acontecer. O Hopi Hari segue vivo. Mas em função de infames reportagens, estamos considerando fazer uma pausa no atendimento ao público, tomar fôlego e voltar com toda força", escreveu. Na mesma nota, reforçou: "Estamos apenas fazendo uma breve pausa para respirar e voltar à luta ainda com mais força".

No comunicado, ele afirmou que "o fechamento do parque não interessa ao público, nem a funcionários, bancos, credores e nem mesmo à região, que perde um grande atrativo turístico" e sugeriu que "a falência só pode interessar a alguns bárbaros que pretendem se apossar da área vá saber com que fins", sem detalhar quais.

Abdalla assumiu a presidência do Hopi Hari em 5 de abril e afirma que, desde então, houve investimento no parque. Ele admite que a situação é bem conhecida: "dívidas, pouco público, atrações paradas, plano de recuperação judicial em aprovação e uma longa fila de problemas herdados de administrações anteriores".

Mas, segundo ele, as reportagens afetaram "fortemente" as negociações com investidores. "É necessária muita coragem para investir numa empresa que a mídia está 'enterrando' viva, e cujo plano de recuperação judicial ainda está para ser aprovado", apontou.

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