Motoristas suspendem paralisação marcada para esta terça em São Paulo

Do UOL, em São Paulo

  • Paulo Lopes/Futuro Press/Estadão Conteúdo

Os ônibus vão circular normalmente na cidade de São Paulo na tarde desta terça-feira (16). O Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) cancelou a paralisação programada entre as 14h e as 17h.

A mobilização foi suspensa após uma reunião realizada na manhã desta terça entre os sindicalistas e representantes das empresas de ônibus, na Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. Segundo o sindicato, a pasta pediu um prazo de 24 horas para dialogar com a classe patronal. As empresas devem oferecer uma nova proposta para a categoria. 

"Cedemos até para mostrar que não somos radicais. Iremos avaliar a nova proposta assim que for apresentada. Buscamos uma solução que atenda a todos os trabalhadores do transporte", disse o presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa.

Uma nova reunião entre as lideranças do Sindmotoristas, das empresas que operam o sistema municipal de transportes e de representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes está marcada para esta quarta, ainda sem horário definido.

"Eles [os patrões] se comprometeram até amanhã apresentar uma nova proposta e diante dessa boa vontade o Sindicato dos Motoristas decidiu suspender a paralisação. Amanhã voltaremos à mesa de negociações. A prefeitura apesar de não ser parte, está acompanhando e apoiando as partes para que cheguem a um bom entendimento", disse o secretário Municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, em entrevista ao BandNews TV.

A assessoria de imprensa do sindicato informou que uma nova assembleia está marcada para a quinta-feira para que a categoria vote pela aceitação ou não da nova proposta apresentada. A assembleia está marcada para as 16h, na sede do Sindmotoristas. 

"O rodízio está mantido na hora de sempre. Na verdade, nem se cogitou interromper o rodízio", salientou Avelleda

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo reivindica reajuste salarial de 9% (4% reposição da inflação mais 5% de ganho real), aumento do valor do vale-refeição de R$ 20,50 para R$ 25, participação nos lucros de R$ 2.000 e garantia do emprego do cobrador –Doria pretende acabar com a função nos ônibus da capital.

O SPUrbanuss, sindicato que reúne os empresários do ramo de ônibus, ofereceu reajuste de 3%, divididos em duas parcelas: uma retroativa a 1º de maio e a segunda em novembro. Também chamou a paralisação de movimento "precipitado e intempestivo".

A SPTrans, empresa da Prefeitura que controla o transporte público na capital, informou ontem que havia acionado o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) contra a paralisação de três horas. Segundo a SPTrans, a Justiça havia determinado por meio de decisão liminar que o serviço mantivesse 90% da operação nos horários de pico e 70% nos demais horários. (Com informações do Estadão Conteúdo)

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