Vídeo mostra PM fazendo grupo se desculpar em carro de som por golpe com doações

Eduardo Carneiro

Colaboração para o UOL

Uma tentativa de golpe terminou mal para três moradores de Heliópolis, região nordeste da Bahia. O trio usava um carro de som para circular pela cidade, solicitando doações para bancar o tratamento de uma pessoa que estaria com câncer. No entanto, a Polícia Militar da Bahia descobriu que tudo não passava de uma fraude.

Além de devolver os alimentos e o dinheiro recolhidos, os homens tiveram que se retratar publicamente utilizando o mesmo carro de som ao longo das ruas do pequeno município de cerca de 13 mil habitantes. O vídeo da ação foi filmado por populares e ganhou grande destaque em redes sociais desde o início desta semana, dando a entender que os policiais obrigaram os golpistas a se desculpar; a PM nega e diz que só os acompanhou.

"Vou pedir desculpa para todo mundo. Era tudo mentira. Não tem ninguém doente nem nada", diz um dos integrantes do grupo nas imagens - o nome deles não foi divulgado pelas autoridades.

No vídeo, um policial acompanha tudo de perto e pede inclusive para os golpistas "ensaiarem o discurso para ficar bonito". Outro agente assegura aos populares que todas as doações seriam encaminhadas à delegacia da cidade.

Os moradores que presenciaram a cena aprovaram o comportamento dos policiais com aplausos e gritos. Um agente chega a perguntar se os populares preferiam que os três envolvidos no golpe fossem liberados ao invés de encaminhados à delegacia. A resposta pela segunda opção foi unânime.

Em nota enviada ao UOL, o departamento de comunicação da Polícia Militar da Bahia informou que uma equipe da 21ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Cícero Dantas) realizava rondas ostensivas na Avenida Helvécio Pereira de Santana no último sábado quando suspeitou do carro de som do trio e constatou a fraude ao abordá-los. A PM nega que eles foram obrigados a se retratar.

A PM acrescenta que "com o flagrante dos policiais, os elementos se propuseram a desmentir a farsa pelas ruas da cidade usando o mesmo carro de som para a prática do crime". Os três alegaram aos policiais que faziam isso a mando de um senhor de 58 anos, pai de um deles e avô de outro. "O relatório circunstanciado do ocorrido foi remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para conhecimento e adoção das medidas judiciais cabíveis", completa a PM em nota.

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