Ônibus é incendiado em protesto após confronto que deixou um morto na zona norte do Rio

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Twitter/Trânsito Rio/RJ

Um ônibus BRT em chamas fechou os dois sentidos da avenida Edgard Romero, na altura da rua Manuel Machado, em Madureira, zona norte do Rio. A ocorrência foi registrada no fim da manhã desta quinta-feira (8). As ruas no entorno do local foram interditadas. O coletivo foi incendiado após confronto entre PMs e criminosos que deixou um homem morto.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, ao menos 10.333 alunos da rede municipal ficaram sem aulas devido a esta ação e outras três operações policiais que ocorrem nesta quinta nas favelas Covanca e Reta Velha, na zona norte da cidade, e no morro Santo Amaro, na zona sul.

A concessionária BRT Rio informou que o corredor Transcarioca foi parcialmente paralisado e atribuiu o incidente a uma manifestação. Às 11h50, as linhas afetadas eram Semidireto Galeão, Expresso e Parador Fundão (entre Madureira e Galeão).

De acordo com o Comando do 9º BPM (Rocha Miranda), a unidade foi acionada na manhã de hoje para atender um chamado próximo ao Mercadão de Madureira, que relatava o roubo de um caminhão de carga. Na ação, houve confronto e um homem foi morto. A vítima não havia sido identificada até as 12h.
 
O local foi isolado e a perícia acionada. A Delegacia de Homicídios está no local. Policiais do 9º BPM e do Batalhão de Choque acompanham as ações.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do 9º Batalhão da PM-RJ (Polícia Militar do Rio de Janeiro) já estão na região.

Segundo os bombeiros, que enviaram três viaturas do 8º GBM (Grupamento de Bombeiro Militar), de Campinho, para atender a ocorrência, não há registro de vítimas.

A Fetranspor, sindicato das empresas de ônibus do Rio, informou que, com esse coletivo incendiado, são 101 veículos queimados desde janeiro de 2016 (58 registros esse ano e 43 no ano passado). Segundo a entidade, o prejuízo do setor ultrapassa os R$ 45 milhões. 
 
"Diante dos graves efeitos do desequilíbrio econômico-financeiro das empresas do Rio com a não concessão do reajuste da tarifa, somada à crise financeira que reduz o número de passageiros e à recente escalada de ataques criminosos aos ônibus no Estado do Rio, não há viabilidade para a reposição dos veículos destruídos", informou a Fetranspor, por meio de nota.
 
Também por meio de nota, a prefeitura rebateu a declaração do sindicato patronal das viações: "O contrato da Secretaria Municipal de Transportes não é com a Fetranspor e sim com os quatro consórcios que operam as linhas de ônibus no município. Como previsto em contrato, os consórcios trabalham com reserva técnica de reposição (inclusive o BRT) e têm a obrigação de manter o serviço de transporte operando de forma contínua e adequada para a população."
 
A administração municipal promete, através da gestão contratual, que vai monitorar a questão da reposição da frota para que os usuários não sejam prejudicados.
 

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