Homem é linchado por suspeita de bater no filho em Ribeirão Preto

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL

Um homem de 42 anos sofreu uma tentativa de linchamento, na noite de ontem, depois de ser visto batendo no filho de dois anos em Ribeirão Preto. O homem foi amarrado em um posto e levou socos e pontapés, mas foi retirado pelo local pela polícia. O menor permaneceu internado até o fim da tarde de hoje e a Polícia Civil investiga o caso.

Segundo relatos de testemunhas aos policiais que atenderam a ocorrência, Genilson dos Santos Borba, que é separado da mãe do menino e passava o fim de semana com o filho, agrediu o menor com pontapés, por volta das 21h30, quando foi contido por populares. A mãe do menor foi chamada e conseguiu pegar a criança, enquanto populares resolveram amarrar o homem em um ponto de ônibus.

Genílson chegou a levar socos e pontapés, mas a Polícia Militar foi acionada por vizinhos e chegou ao local momentos depois, sendo que os agressores se evadiram sem serem identificados. "Minha mãe mora perto do local onde ele foi amarrado e me avisou. Fui até o local e peguei meu filho", disse Patrícia Aparecida Juliano, mãe do menor.

A criança, que apresentava hematomas no rosto e em boa parte do corpo, foi enviada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde recebeu os primeiros atendimentos. O menino, de dois anos, foi enviado ao Hospital das Clínicas da cidade, onde permaneceu internado até o fim da tarde de hoje. Ele recebeu alta por volta das 17h30.

O pai da criança foi levado pela Polícia Militar à UPA e também recebeu atendimento, mas foi liberados horas depois. A policiais que atenderam a ocorrência, ele negou as agressões e disse também não saber como a confusão começou. Ele também disse que a criança já estava machucada quando ele a pegou. A reportagem não conseguiu localizá-lo para comentar.

Machucados

Segundo a mãe, o menino efetivamente caiu da cama na semana passada e fez uma série de machucados, mas ela ressaltou que algumas das lesões podem não ter ocorrido na ocasião. "Ele é nervoso, bebe muito, mas nunca tinha batido no nosso filho. Não sei o que fazer", disse ela, que já prestou depoimento à polícia e afirmou que estuda registrar um boletim de ocorrência contra o pai pela suposta agressão.

O Conselho Tutelar foi acionado e, de acordo com o conselheiro Glauber Silva, que ficou com o caso, a vida do menino e da família será investigada, mas o menor, a princípio, será liberado para a mãe. "Não encontramos o menor indício de que ela tenha tido ciência ou participação nessa situação", disse ele, ressaltando que o Conselho Tutelar já pediu medida protetiva para impedir contato do pai com a mãe e com a criança.

Em nota, a Polícia Civil informou que nenhum boletim de ocorrência contra o pai da criança foi registrado até o momento, mas que o linchamento sofrido por Genilson será investigado. "No caso de identificação dos agressores a sua pessoa, estes responderão criminalmente", diz a instituição, em nota.

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