Capitão que agrediu estudante em Goiás é indiciado por lesão corporal

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/ Facebook/ Desneuralizador

A Polícia Militar de Goiás indiciou nesta segunda-feira (12) o capitão Augusto Sampaio por lesão corporal grave contra o estudante Mateus Ferreira, 33, cometida durante um protesto em Goiânia no dia 28 de abril. Afastado de atividades nas ruas, o policial seguirá exercendo funções administrativas. Sampaio já havia sido indiciado pela Polícia Civil por abuso de autoridade na sexta-feira (9).

Segundo o tenente-coronel Ricardo Mendes, o indiciamento foi proposto após serem ouvidas 26 testemunhas e serem feitas análises de vídeos e de provas periciais.

Finalizado em 39 dias, o inquérito já foi remetido à Justiça Militar. Caso Sampaio seja denunciado e condenado por lesão corporal grave, ele pode pegar de um a quatro anos de detenção.

Porta-voz da PM, Mendes afirmou que a corporação não investigou se houve abuso de autoridade por parte de Sampaio porque este crime não existe no Código Militar. "O crime de abuso de autoridade é de responsabilidade da Polícia Civil, que o indiciou por tal crime", afirmou.

O delegado Gylson Ferreira explicou ao UOL que os processos tramitarão em instâncias diferentes. Sampaio responderá por abuso de autoridade na Justiça comum. "A pena máxima é de seis meses, mas também ele pode ser condenado com a perda de função", disse. 

O inquérito da Polícia Civil concluiu com base nas imagens veiculadas de que Mateus não fez parte de nenhum ato de depredação durante o protesto. 

Ferido com cassetete

Mateus Ferreira foi ferido durante manifestação no dia 28 de abril. O golpe de cassetete desferido pelo capitão provocou diversos traumas, e foi necessário procedimento cirúrgico para refazer ossos que contornam o nariz e retirar parte do osso frontal. Silva também fraturou a clavícula e precisa fazer reconstituição cirúrgica de membranas que protegem o cérebro.

O estudante recebeu alta médica do Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia) em 11 de maio, após 13 dias de internação. Agredido pelo capitão Augusto Sampaio, ele passou 11 dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) após ser submetido a cirurgias. 

Veja o momento da agressão ao estudante

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