Bebês são colocados em caixas de papelão por falta de leitos em Goiás

Eduardo Carneiro

Colaboração para o UOL

  • Reprodução de TV / TV Anhanguera

Bebês que nasceram na Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida de Goiânia (GO), foram acomodados em caixas de papelão ao invés de em berços por funcionários do local. O caso foi divulgado nesta segunda-feira pela TV Anhanguera e confirmado pelo UOL.

Em nota enviada à reportagem, a Secretaria de Saúde do município da região metropolitana de Goiânia confirmou que o fato ocorreu há aproximadamente duas semanas, num plantão de fim de semana.

"O objetivo dos profissionais que improvisaram a caixa como um berço foi de melhor atender e acolher o paciente naquele momento visto que a demanda da unidade é muito maior que o número de leitos disponíveis", alega a Secretaria.

Ainda de acordo com o comunicado, o uso das caixas foi realizado "com a aprovação da mãe, que entendeu a necessidade da situação e foi bem assistida, assim como a criança".

Parentes de pacientes da maternidade têm feito ainda outras queixas, como dificuldade de atendimento e falta de quartos disponíveis – alguns partos teriam sido feitos na enfermaria, e não em salas de cirurgia.

Sobre isso, a Secretaria de Saúde afirma que a Maternidade Marlene Teixeira está passando por processo de readequação que a deixará com 23 leitos – atualmente são 13. "A maternidade é uma unidade de urgência e emergência e por isso não pode fechar as portas, mesmo com todos os leitos ocupados, nem negar atendimento", explica a nota.

Além disso, o local "está atendendo cerca de 30% a mais da sua demanda normal, já que as unidades da capital estão com capacidade reduzidas". Para efeito de comparação, foram realizados no local 70 partos em janeiro, contra 130 no último mês. Com a ampliação de leitos, o secretário de Saúde Edgar Tolini espera realizar 250 partos/mês.

Para evitar novos casos de bebês acomodados em caixas enquanto a readequação não é concluída, a Secretaria diz que enviou para a maternidade mais três berços, além de firmar parceria com hospitais privados, pactuados com o SUS, para enviar 150 encaminhamentos (pacientes) por mês.

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