Morre aos 63 anos o jornalista Jorge Bastos Moreno

Do UOL, em São Paulo

  • RAPHAEL MESQUITA / FOTO RIO NEWS

    Moreno, em foto de arquivo com a atriz Fernanda Montenegro, na sessão de autógrafos do livro "A História de Mora: a saga de Ulysses Guimarães"

    Moreno, em foto de arquivo com a atriz Fernanda Montenegro, na sessão de autógrafos do livro "A História de Mora: a saga de Ulysses Guimarães"

Morreu nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do jornal "O Globo", onde mantinha o "Blog do Moreno", e apresentador da rádio CBN.

O falecimento ocorreu à 1h da madrugada. A causa, segundo "O Globo", seria um edema agudo de pulmão, decorrente de complicações cardiovasculares.

Moreno era um dos mais respeitados repórteres políticos do país, com mais de 40 anos de carreira e vários prêmios, entre eles, um Esso.

Desde março, Moreno fazia o talk show "Moreno no rádio" na CBN, tendo, recentemente, entrevistado o presidente Michel Temer.

Moreno escreveu os livros "A História de Mora: a saga de Ulysses Guimarães", lançado em 2013, e "Ascensão e queda de Dilma Rousseff", de 2017.

O presidente Michel Temer divulgou uma nota de pesar sobre a morte do jornalista, afirmando ter "perdido hoje um amigo", com quem conviveu por mais de 30 anos. 

"O jornalismo brasileiro perdeu uma de suas maiores referências. Arguto observador, irônico com maestria, crítico ferino, insistente apurador de fatos e bastidores, Moreno construiu uma das carreiras mais brilhantes e respeitadas nas redações do país. Minha solidariedade aos familiares e amigos deste excelente profissional que nos deixa de maneira tão repentina", afirmou em nota o presidente.

Nas redes sociais, vários jornalistas, colegas de trabalho e amigos também manifestaram seu pesar.

Nascido em Cuiabá, Moreno viveu em Brasília desde os anos 1970 e estava no Rio há cerca de dez anos. A carreira se concentrou sobretudo em "O Globo", por onde trabalhou por cerca de 35 anos.

Seu primeiro grande furo de reportagem foi a nomeação do general João Figueiredo como sucessor do general Ernesto Geisel, durante a ditadura militar, noticiada no "Jornal de Brasília".

Anos depois, já em "O Globo, Moreno revelou que um veículo Fiat Elba havia sido comprado por um laranja em favor do ex-presidente Fernando Collor --hoje senador pelo Estado de Alagoas. A manchete foi decisiva no processo de impeachment contra o político.

Em 1999, o repórter faturou o Esso de Informação Econômica após noticiar, em primeira mão, a queda do então presidente do Banco Central Gustavo Franco e a consequente desvalorização do real.

De acordo com "O Globo", "Moreno era dono de uma "invejável agenda de fontes, que inclui os principais políticos e os grandes nomes do mundo artístico do país".

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