Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Acusados de matar embaixador grego vão a júri popular no Rio

Do UOL, em São Paulo

  • Marcos Correa/Divulgação/Presidência da República

Os três acusados de envolvimento na morte do ex-embaixador grego Kyriakos Amiridis serão submetidos a júri popular por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. A decisão é juiz Antonio Lucchese, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

Kyriakos Amiridis, 59, foi assassinado dentro de sua casa, no centro de Nova Iguaçu, em 26 de dezembro do ano passado. Françoise de Souza Oliveira, esposa do embaixador, Sérgio Gomes Moreira Filho, soldado da Polícia Militar e amante de Françoise, e Eduardo Moreira Tedeschi, primo de Sérgio Gomes, são os acusados pela morte do diplomata.

De acordo com o Ministério Público, a mulher de Kyriakos teria articulado com Sérgio Gomes o assassinato do marido, com a ajuda de Eduardo Moreira. Em sua decisão, o juiz acolheu pedido do Ministério Público, afirmando que existiria um relacionamento entre Françoise e Sérgio Gomes.

O juiz endossou que "há a versão sustentada pelo Ministério Público, lastreada em elementos colhidos em sede policial de que ambos, juntamente com Eduardo, arquitetaram um plano para ceifar a vida de Kyriakos, havendo, noutro giro, outra versão, a defensiva, de que Sérgio apenas teria ido à residência da vítima para conflito de versões, depreende-se que os elementos coligidos aos autos são indicativos de que existem indícios de autoria por parte dos acusados".

O corpo do embaixador foi encontrado carbonizado dentro de seu carro alugado, dias após seu assassinato. Um exame de DNA realizado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgado em 6 de janeiro, confirmou que o corpo encontrado era realmente de Kyriakos Amiridis.

Defesa

O advogado de Françoise, presa desde o dia 30 de dezembro, afirmou ao UOL que sua cliente se sente injustiçada pela polícia. "Ela está apreensiva, com um sentimento de injustiça muito intenso. Ela não planejou nada disso", declarou Jorge Viana Dória. A mulher do embaixador nega o crime e diz que era agredida por ele.

Em entrevista em dezembro, o delegado Evaristo Pontes Magalhães, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), disse que o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho e Eduardo Moreira Tedeschi confessaram ter matado o embaixador.

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