Violência no Rio

Tiroteio, assaltos e explosão de caixa eletrônico; Rio tem mais um dia de violência

Do UOL, em São Paulo

  • Cléber Júnior / Extra / Agência O Globo

    Criminosos explodiram um caixa eletrônico de uma agência do Bradesco na zona norte

    Criminosos explodiram um caixa eletrônico de uma agência do Bradesco na zona norte

O Rio de Janeiro enfrentou mais um dia de violência neste sábado (22), que sofre em meio a uma grave crise na segurança pública. Assaltos e tiroteios foram registrados em delegacias do Estado.

A favela do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul, teve troca de tiros entre policiais e criminosos durante a manhã. Segundo o comando da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, policiais realizavam patrulhamento na região quando criminosos teriam atirado contra eles. Houve confronto e os criminosos fugiram.

Em Petrópolis, na região serrana, Alexandro de Jesus Montenegro, 19, foi preso após assaltar com uma pistola um supermercado no bairro do Quitandinha. O homem, que era foragido da Justiça, havia cumprido pena por ter assassinado a facadas, junto com outro adolescente, o médico Jaime Gold, de 57 anos, durante um assalto na Lagoa Rodrigo de Freitas em maio de 2015. O médico estava pedalando e não reagiu ao assalto.

Na época, Alexandro Montenegro era menor. Ele cumpriu um ano e nove meses de internação e, há quatro meses, tinha sido beneficiado pela progressão de detenção, podendo sair durante o dia para estudar e voltar à noite a um dos centros de Criaad (Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente) para dormir. Como ele não compareceu a nenhuma unidade do Criaad, passou a ser considerado foragido.

Segundo a polícia, na noite de ontem, Montenegro tentou fugir do local do assalto em companhia de adolescentes. Ele foi levado para a delegacia 105ª (Petrópolis), onde o caso foi registrado.

Na zona norte, um caixa eletrônico de uma agência bancária foi explodido por volta das 5h, no fim da madrugada. O crime ocorreu na unidade do Bradesco localizada na rua Sidôneo Paes, em Cascadura. Os bandidos também danificaram outro caixa eletrônico e deixaram os vidros de acesso ao interior do banco quebrados com o impacto da explosão. As portas foram estouradas.

Já no shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul, uma loja de eletrônicos Samsung foi assaltada por volta das 10h30. Os criminosos anunciaram o assalto, recolheram produtos e saíram. Não houve tiroteio e ninguém se feriu.

Os ladrões conseguiram fugir sem serem interceptados. Durante a fuga, renderam vigias, de quem tomaram radiocomunicadores.

Na sexta-feira (21), o soldado da Polícia Militar Fabiano de Brito e Silva, 35, foi assassinado em uma tentativa de assalto quando saía de casa, em Vila Iracema, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A vítima foi abordada quando dirigia por uma via do bairro em direção ao seu local de trabalho.

A morte de Fabiano engrossou uma estatística alarmante no Estado: são 90 policiais mortos neste ano, desde janeiro. Das vítimas, 19 estavam em serviço e 54 estavam de folga. Já 17 eram oficiais ou praças da reserva.

De acordo com a corporação, Fabiano ainda tentou reagir depois de perceber a ação dos criminosos. Ele trocou tiros com os suspeitos, que estavam em uma moto. Baleado, o policial foi socorrido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, no município da Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos.

Socorro federal

Por conta da crise na segurança pública fluminense, o governo federal definiu na sexta que desembolsará cerca de R$ 700 milhões para apoiar ações preventivas e de combate ao crime no Estado. A verba deverá ser usada, entre outras finalidades, para pagamento de insumos, como munições e até abastecimento de viatura.

Em reunião que contou com o presidente Michel Temer e o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), as autoridades até chegaram a anunciar um reforço de efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária que já tinha acontecido.

Os agentes extras estão no Rio há duas semanas. Os recursos não serão entregues para o governo do Rio porque há temor de que sejam destinados a outras atividades e serão desembolsados mês a mês, até o fim do ano. A verba vai diretamente para pagamento de insumos, como compra de munições, manutenção e até abastecimento das viaturas da Polícia Militar do Estado.

O dinheiro será usado ainda para garantir o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, que controlará as estradas para tentar coibir o contrabando de armas e drogas para o Estado.

Outros recursos vão para a permanência da Força Nacional de Segurança Pública.

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