Violência no Rio

Sargento é assassinado no Rio, e mortes de PMs chegam a 91 em 2017

Do UOL, em Brasília

  • Sergio Moraes/Reuters

    Cruzes fincadas na areia simbolizam os policiais militares do Rio mortos em ação

    Cruzes fincadas na areia simbolizam os policiais militares do Rio mortos em ação

Um sargento da PM (Polícia Militar) morreu após ser baleado na madrugada deste domingo (23) enquanto fazia uma ronda na comunidade do Vidigal, no bairro do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. Hudson Silva de Araújo, 46, é o 91º PM morto no Rio de Janeiro em 2017. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) da PM do Rio de Janeiro.

A morte de Hudson acontece um dia após o enterro do soldado Fabiano de Brito e Silva, 35, morto também a tiros na última sexta-feira (21) quando saía de casa, na cidade de Nova Iguaçu, na região da Baixada Fluminense.

De acordo com as informações, Hudson fazia uma ação de patrulhamento na favela do Vidigal quando foi baleado. O policiamento na área onde o PM foi morto está reforçado, segundo a assessoria de imprensa das UPPs. 

Ao menos três envolvidos no ataque já foram identificados pelo setor de inteligência da UPP. Uma operação do Bope acontece na comunidade desde a madrugada. 

Os ataques a PMs no Rio de Janeiro são uma das faces da crise no setor de segurança pública do Estado. Na manhã deste domingo, manifestantes foram à orla de Copacabana protestar contra a morte de policiais. 

Alessandro Buzas/Futurapress/Estadão Conteúdo
Manifestantes protestam contra morte de policiais na manhã deste domingo (23) na orla de Copacabana

Força Nacional reforçará segurança

Na semana passada, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciou que o Rio receberia 800 agentes da Força Nacional e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) nos próximos dias.

O envio teria sido acertado com o presidente Michel Temer (PMDB) em reunião que também teve a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O envio de tropas federais tem sido visto como uma alternativa às forças regulares de segurança do governo estadual, que enfrenta as consequências da crise econômica que atingiu o Estado nos últimos anos.

Na semana passada, também, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que o Rio poderia receber militares das Forças Armadas "de surpresa" para atuar na segurança do Estado. Em uma clara mudança na forma como o envio de tropas federais é feito, Jungmann disse que nem o governador Pezão será informado com antecedência sobre o envio dos militares.

 

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