RJ: Irmão diz que produtora de elenco foi "eliminada" por ser "impura"

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    Luana Diogo de Oliveira foi encontrada morta em sua casa, no Rio de Janeiro

    Luana Diogo de Oliveira foi encontrada morta em sua casa, no Rio de Janeiro

"Ela era uma pessoa impura." Desta forma o jovem Pedro Luiz de Oliveira, 23, define a irmã Maria Luana de Oliveira, assassinada na manhã desta segunda-feira (24). Ele coloca a culpa do crime em membros de uma seita religiosa, mas a polícia não tem outros suspeitos.

Em um extenso depoimento feito à delegada Marcela Ortiz, da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, Pedro conta que chegou em casa e encontrou sua irmã ferida. "Ele diz que tentou socorrê-la, colocou-a na banheira para tirar o sangue e ela o agrediu. Ele tinha marcas de unha", conta a responsável pelo caso, em entrevista ao UOL. "Então, disse que deixou um bilhete com uma mensagem de que ia procurar quem fez aquilo."

De acordo com a polícia, no entanto, sua versão não bate. A delegada explica que Oliveira não assumiu "expressamente" a autoria do crime, mas sabia quem o cometeu. "Ele falou que foi uma seita religiosa com sede em Israel, que ele chama de 'eles', da qual ele faz parte", conta a delegada. "Ele diz que há diferença entre ser morta e eliminada. A primeira é para pessoas inocentes, a segunda, para impuras. Quando perguntamos o que a irmã dele era, ele disse: impura."

Pedro foi encontrado no final da segunda-feira em uma casa que pertencia à família, mas estava a leilão, no bairro de Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. "Ele achou que ninguém o acharia lá", conta Ortiz. "Encontramos com ele vários itens de compras que indicam que ele pretendia passar vários dias escondido. Entre eles, inclusive, havia o celular da vítima."

O jovem foi autuado em flagrante, mas já foi feito o pedido de mudança para prisão preventiva, para que ele aguarde julgamento detido. De acordo com a delegada, não há indícios de que outra pessoa tenha participado do crime.

"Familiares chegaram a me falar de mensagens de texto dele falando com um perfil fake nas redes sociais, operado por ele mesmo, para mostrar indignação", conta Ortiz. A delegada afirma ainda que é preciso fazer um exame para constatar legalmente se Pedro sofre de algum transtorno psicológico, embora não tenha apresentado um comportamento que indicasse isso. "Tanto que negou o assassinato."

O crime

A produtora de elenco Maria Luana, 34, foi encontrada morta na casa em que morava com Pedro desde dezembro, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. O corpo de bombeiros foi chamado ao local para atender a mulher. Quando os bombeiros chegaram à casa, constataram o óbito.

Luana foi morta com diversos golpes de um objeto perfurocortante, além de lesões causadas por itens contundentes e queimaduras de segundo grau, o que indica tortura.

Ela era mãe de duas crianças, que passavam férias com o pai, e trabalhava em uma agência carioca produzindo e recrutando atores.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos