Repercussão negativa faz cafeteria de universidade do Rio rever piada machista

Gustavo Zucchi

Colaboração para o UOL

  • Bernardo Falcone/Facebook

    Piada machista em cafeteria de universidade gerou reclamação de aluno

    Piada machista em cafeteria de universidade gerou reclamação de aluno

Uma piada machista causou indignação no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Uma cafeteria que funciona dentro da praça de alimentação da instituição de ensino escreveu em uma pequena lousa que mostrava o cardápio: "Mulheres não são chatas o dia todo... Tem horas que elas dormem".

A brincadeira sem graça foi feita nesta terça-feira (1) e retirada no mesmo dia graças a reclamação de um aluno de psicologia. Bernardo Falcone, de 33 anos, registrou a piada. Horas depois, ele voltou ao estabelecimento para fotografar um novo recado, dessa vez valorizando as mulheres.

"Estava no intervalo da aula, por volta das 10h da manhã, quando fui encontrar com uma amiga no café e me deparei com essa mensagem", explicou Bernardo em entrevista para o UOL. Segundo ele, as atendentes do café não reagiram nem deram nenhuma explicação sobre a mensagem quando questionadas sobre a piada. Elas também não o impediram de registrar a lousa.

"Voltei para aula, postei a foto e botei na minha cabeça que tinha que ir falar com eles, quando voltei, eles já tinham trocado a mensagem", disse. Ele também tirou uma foto da nova frase, desta vez dizendo: "Sou linda, sou livre, sou louca, sou rainha...sou mulher".

Bernardo Falcone/Facebook
Placa com nova mensagem, dessa vez sem piada e exaltando as mulheres

Segundo Bernardo, ele estranhou porque a praça de alimentação estava cheia, mas foi o único a reclamar da mensagem machista: "E eu nem costumo circular pela praça de alimentação. Pelo que eu vi fui o único que reclamou", afirmou. "Me impressionou que passou batido pelos alunos".

O aluno frisa, entretanto, que não quer causar nenhum rebuliço na faculdade e que entende que a frase foi uma decisão questionável de alguém ligado a cafeteria e que a direção do campus, em especial nesse começo de semestre, tem problemas maiores para se preocupar.

"Não acho que a gente tem que tolher as pessoas, andar com a luz vermelha da patrulha acessa, mas quando a gente vê algo errado tem que fazer algo", completa o estudante.

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