Polícia prende idosa que aplicava golpes se passando por consulesa de Portugal

Wanderley Preite Sobrinho

Colaboração para o UOL

  • Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na última quinta-feira (3) uma mulher há 20 anos foragida da Justiça. Desta vez, a portuguesa Ana Rosa Esteves Resende, de 66 anos, foi presa acusada de se passar pela consulesa do Consulado Português no Rio de Janeiro.

Suspeita de praticar diversos golpes financeiros nas últimas duas décadas, Ana foi encontrada em sua própria casa, no bairro de Boiúna, em Jacarepaguá. Se passando pela consulesa, ela prometia regularizar passaportes, conceder visto e até dupla cidadania em troca de pagamentos de até R$ 30 mil, informou o 44º Departamento de Polícia Civil de Inhaúma.

Mas Ana Rosa responderá a outras acusações de fraude. Ela já se passou por uma funcionária do alto escalão da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, prometeu financiamentos imobiliários sem comprovação de renda.

Para outras vítimas, ela prometeu excluir o nome de devedores dos cadastros de proteção ao crédito, como SPC e Serasa. Ela também aplicou golpes em comerciantes portugueses do Mercadão de Madureira e em outras regiões da cidade. "Em todos os casos, Ana Rosa sumia após receber o dinheiro das vítimas", informa a assessoria da polícia.

Ao todo, a idosa, que foi encaminhada para o Complexo Penitenciário de Bangu, é investigada em mais de 20 procedimentos policiais somente no Rio. "Foram dezenas de lesados ao longo dos anos, sendo incalculável o prejuízo financeiro causado às vítimas."

Tal mãe, tal filha

A idosa não é a única na família envolvida em trambiques. A filha, Gisele Resende dos Santos, foi presa em 2011 por ajudar a mãe em práticas de estelionato. Na época, ela foi capturada em flagrante com R$ 3 mil que tinha acabado de receber de um comerciante português, na Taquara, Jacarepaguá.

Os agentes chegaram até Gisele após a denúncia de um comerciante que desconfiou da oferta feita por ela e foi até o consulado de Portugal procurar pela chanceler Maria José da Piedade Nunes da Silva, nome usado por Ana Rosa. Chegando lá, o comerciante se surpreendeu ao confirmar que este nome era de fato da chanceler portuguesa, mas descobriu que não se tratava da mesma mulher que havia lhe procurado.

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