Empresário emociona e cria vaquinha para refugiado agredido no Rio realizar sonho

Renan Prates

Colaboração para o UOL

Um empresário do Rio de Janeiro decidiu ajudar o comerciante egípcio agredido verbalmente no início deste mês no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Através de uma vaquinha virtual, Guilherme Benedictis quer auxiliar o refugiado a realizar o seu sonho de ter um food truck. Entre lágrimas, Mohamed Ali aceitou o apoio que o auxilia a aplacar a dor pelo preconceito e agressões sofridas.

Benedictis criou a campanha "Food Truck para o Mohamed Ali". O jovem deseja arrecadar R$ 20 mil para ajudar o comerciante que veio ao Brasil para fugir da guerra na Síria a realizar seu sonho. Até o momento da publicação da reportagem, foram arrecadados R$ 660,00.

"Eu vi o vídeo da agressão que ele sofreu em Copacabana em uma página do Facebook. Comentei me oferecendo para ajudá-lo, pois tenho uma empresa de eventos gastronômicos e Food Park aqui no Rio. O convidei para participar de forma gratuita dos meus espaços. Porém, esse comentário tomou uma proporção muito grande e fizeram campanha para nos conhecermos. Na última segunda-feira, enfim, tive o prazer de encontrar com ele, conhecer sua história. Ele é uma pessoa muito abençoada!", disse ao UOL.

Divulgação/Facebook
Refugiado egípcio Mohamed Ali conta com ajuda para realizar sonho de ter um food truck

Benedictis explicou como teve a ideia de fazer a vaquinha virtual. "Conversando com ele descobri que o seu maior sonho é ter um Food Truck. No mesmo momento, já tive a ideia de criar essa campanha para ajudar... Estou na torcida para que tenha sucesso e que o sonho do Mohamed seja realizado. Se tem uma pessoa que merece essa solidariedade, essa pessoa é o Mohamed. Gostaria que todos pudessem conhecê-lo pessoalmente pra ver como ele é um ser humano especial".

O empresário resolveu fazer surpresa para Mohamed Ali sobre sua iniciativa. Ele contou a notícia quando a vaquinha já havia sido montada. "Ele ficou muito emocionado. Quando eu conversei com ele sobre food truck, que ele me disse que era seu sonho, seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Resolvi criar de surpresa a campanha, e ele ficou muito feliz".

Ali confirmou ao UOL que ficou muito emocionado com o gesto do empresário carioca. "Recebi este gesto com muita gratidão e alegria. Fico esperançoso e agradecido com o reconhecimento de tudo: do meu trabalho desde os 13 anos e toda a dificuldade que vivo. Além do preconceito, agressão e ódio que já sofri".

Os dois concordam que o final feliz para uma história que começou com um triste episódio pode servir para diminuir o ódio e a intolerância de alguns brasileiros com pessoas de outros países.

"Com certeza, hoje temos acesso a tanta informação. Ter preconceito e intolerância, qualquer que seja, é muito primitivo. Mas esse caso do Mohamed está demonstrando que temos muito mais pessoas de bem que querem ajudar do que pessoas com pensamentos primitivos", falou Benedictis. "Eu amo mais ainda este povo. Estou muito muito feliz. Nunca imaginei existir povo tão amigo, amoroso, acolhedor e solidário", completou Ali.

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