Suspeito é agredido após se masturbar perto de passageira em trem no Rio

Do UOL, no Rio

Um homem foi agredido por passageiros de um trem do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (3), sob suspeita de se masturbar perto de uma mulher que estava sentada próxima a ele.

De acordo com a Supervia, concessionária responsável pelo transporte ferroviário no Estado, a composição do ramal Japeri passava pela estação Engenho de Dentro, na zona norte carioca, no momento do crime. A Polícia Militar foi acionada e conduziu o infrator para a delegacia da região.

A Polícia Civil informou que o homem, identificado como Rafael da Silva Bayma, 27, um ex-militar da Marinha, foi preso e autuado pelo crime de assédio sexual. A pena varia entre um e dois anos de prisão.

Um vídeo publicado pela página "Plantão Policial Nilópolis", no Facebook, mostra a revolta dos passageiros com a atitude do suspeito. Um homem o agarra pelo pescoço e o empurra até que ele caia no chão. Na sequência, ele é agredido com socos e pontapés.

À reportagem da "Band", a vítima afirmou que chegou a pedir desculpas ao suspeito, pois acho que ela havia esbarrado nele. "Senti bater no meu braço. Achei que eu que tinha esbarrado e pedi desculpas. Do nada, começou uma velocidade mais forte e, quando eu olhei, ele já estava quase ejaculando. Foi quando eu saí e fiz um escândalo dentro do trem", disse ela, que é casada e mãe de um menino de dez anos.

"Você fica sem reação. Você perde o sentido, a perna trêmula. Eu só gritava e gritava pedindo ajuda", completou.

Ainda segundo a Supervia, essa é a segunda vez, em uma semana, que a equipe de segurança da empresa registra esse tipo de fato. Em 27 de setembro, caso semelhante de assédio ocorreu em um trem que seguia de Santa Cruz, na zona oeste, para a Central do Brasil, no centro. O suspeito também foi detido pela PM.

Desde 2006, a concessionária registrou 63 queixas de assédio sexual no sistema ferroviário, tanto no interior dos trens quanto nas estações. Desse total, dez ocorreram neste ano --seis homens foram presos ou detidos acusados de praticar crimes dessa natureza.

Também na semana passada, em São Paulo, policiais registraram ao menos três ataques sexuais contra passageiras de transporte coletivo em um intervalo de pouco mais de quatro horas.

O caso mais recente é investigado pela 38ª DP e foi qualificado como estupro depois que um homem de 35 anos acabou preso em flagrante por esfregar a genitália em uma mulher.

Outro rapaz foi detido em flagrante por ejacular na perna e nos pés de uma passageira de ônibus no Tatuapé, na zona leste. Evandro Quessada da Silva, 26, foi preso em flagrante por violação sexual mediante fraude. Menos de dez horas depois de ser pego pela polícia, ele foi solto pela Justiça.

O juiz que assinou a soltura de Silva na audiência de custódia realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, entendeu que a conduta do rapaz se enquadrou em contravenção penal, e não crime.

Ainda na quarta-feira (27 de setembro), um suspeito foi preso em flagrante por importunação ofensiva ao pudor em um ônibus que fazia a linha Jardim Miriam/Heliópolis e trafegava pela avenida Jabaquara, na altura do número 2199, na zona sul da cidade.

Há um mês, TJ lançou campanha para coibir assédio no transporte 

Os casos vêm à tona há pouco mais de um mês de uma campanha lançada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em parceria com as empresas de transporte público, para combate aos casos de assédio nesses ambientes.

A proposta é que, a partir deste mês, homens presos em flagrante nessas situações passem por uma espécie de curso de reciclagem com questões como machismo e masculinidade, desde que não sejam reincidentes. Isso valeria como uma alternativa de pena a crimes de menor potencial ofensivo.

O curso será ministrado pelo sociólogo Sérgio Barbosa no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste de SP) e já é aplicado a autores de violência doméstica. De acordo com a juíza, a ação resultou em queda de 77% para 6% no índice de reincidência.

(Com Band)

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