Violência no Rio

Adolescente é baleada em casa na Rocinha: "Bala entrou pela janela e atingiu as costas", diz mãe

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Fabiano Rocha/Agência O Globo

    2.out.2017 - PMs reforçam segurança na Rocinha após retirada das Forças Armadas

    2.out.2017 - PMs reforçam segurança na Rocinha após retirada das Forças Armadas

Uma adolescente de 16 anos foi atingida nesta sexta-feira (6) por uma bala perdida dentro de casa em novo tiroteio na Rocinha, comunidade da zona sul do Rio de Janeiro. A menina foi socorrida no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e, até o começo da tarde de hoje, aguardava por cirurgia. O estado de saúde dela é estável, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Dois homens, apontados como suspeitos pela polícia, morreram em confronto.

Samanta Almeida, mãe da jovem, contou que a bala entrou pela janela e atingiu as costas da jovem. "A gente estava deitada quando começaram os tiros. Chamei ela para irmos para um cômodo mais seguro da casa. Quando ela levantou, a bala entrou pela janela e atingiu as costas dela. Ela gritou dizendo que foi baleada. Corremos para o hospital".

De acordo com a família, apesar de ter dado entrada no Miguel Couto, a adolescente foi transferida para o Souza Aguiar para a realização de uma tomografia que não foi realizada na primeira unidade devido à ausência de equipamento.

A Secretaria de Saúde informou que a menina foi submetida a uma drenagem do tórax e segue em observação. Até o momento, não há indicação para cirurgia de retirada do projétil.

Segundo a avaliação médica, a bala está alojada próxima à coluna e, por enquanto, não compromete os movimentos da paciente. A decisão de não retirar o projétil pode mudar de acordo com a evolução do quadro de saúde da adolescente

Confronto deixa dois mortos

A adolescente foi atingida por volta das 5h. Ainda nesta sexta, no mesmo horário, dois suspeitos morreram durante confronto com homens do Batalhão de Choque. Eles chegaram a ser levados para o hospital Miguel Couto, mas não resistiram. Na ação, foram apreendidos um fuzil e uma pistola.

Nesta madrugada, a comunidade, localizada no bairro de São Conrado, voltou a registrar confrontos. De acordo com a secretaria de Educação, duas creches não abriram por motivo de segurança. As duas unidades atendem 134 crianças.

Desde o último dia 17, a região é palco de violência devido à disputa pelo tráfico de drogas do local. Um racha entre os traficantes Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que está preso em Rondônia, e Rogério 157, seu ex-aliado e segurança, fez com que a região fosse ocupada por homens do Bope, do Choque e da PM.

Cinco dias depois, o governo do Rio solicitou reforço das Forças Armadas na favela. Cerca de 950 militares ocuparam a parte baixa da Rocinha e montaram um cerco nos acessos com o uso de tanques e blindados. Após uma semana, a tropa deixou a região. Hoje, cerca de 550 policiais militares reforçam a segurança na comunidade.

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