Jovem tem 40% do corpo queimado no MA; polícia investiga tentativa de feminicídio

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Getty Images/iStockphoto

Uma jovem de 22 anos teve 40% do corpo queimado após um ataque de seu companheiro neste domingo (15), no conjunto Cidade Operária, em São Luís. O rapaz teria jogado álcool nela e ateado fogo, incendiando também a casa da mulher.

Dielli Iasmim Viana Costa estava dormindo quando acordou com o corpo em chamas e pediu socorro a vizinhos. Após o crime, o suspeito, Naim da Silva Ribeiro, 25, trancou a porta e fugiu. 

Até a publicação deste texto, o homem continuava foragido. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Maranhão informou que a polícia está em diligências à procura do acusado.

A jovem está internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II), em São Luís. 

O suspeito do crime morava com a jovem havia seis meses e, segundo a polícia, já tinha agredido a vítima outras vezes. A mulher, porém, por acreditar que ele não iria mais agredi-la, não denunciou nenhum dos casos.

A delegada Viviane Azambuja, do Departamento de Feminicídio do Maranhão, esteve nesta segunda-feira (16) no Socorrão II e conversou com Dielli Iasmim. Ela contou que a jovem está abalada com o ocorrido e que não sabe como ele entrou na casa dela, uma vez que, na noite anterior, durante uma briga, Dielli tomou a chave do imóvel que ficava com ele. 

"Vamos aguardar ela se recuperar para colher o depoimento oficial, pois ela está bastante machucada e abalada. Ela está consciente e relatou que teve uma discussão com o companheiro em uma festa, na noite anterior, e que foi para casa. Amedrontada, se trancou em casa e foi dormir. Quando acordou, o corpo estava em chamas. A vítima disse ainda que o companheiro era violento, mas que não denunciou outras agressões que sofrera porque ele prometia que não iria mais fazer", contou a delegada.

Naim da Silva Ribeiro vai ser indiciado por tentativa de feminicídio. A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito e remeter o caso ao Ministério Público Estadual, que vai analisar se oferece denúncia ou não à Justiça. Em caso de condenação, o réu pode pegar pena de 12 a 30 anos de prisão.

Na manhã de hoje, uma equipe do Departamento de Feminicídio do Maranhão esteve na casa da vítima para realizar perícia. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias.

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