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Padrasto é preso sob suspeita de estuprar e matar enteada de 4 anos em SP

Emilly Laurindo da Silva, 4, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos - Arquivo pessoal
Emilly Laurindo da Silva, 4, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos Imagem: Arquivo pessoal

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

18/10/2017 13h58Atualizada em 19/10/2017 19h07

O ajudante Marcos Paulo Alves Luiz, 24, foi preso na madrugada desta quarta-feira (18) sob a suspeita de estuprar e matar a enteada Emilly Laurindo da Silva, 4, em Sapopemba, na zona leste de São Paulo.

Ele foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável contra a criança, além de ameaça contra a mãe da menina, a auxiliar de limpeza Erika Gomes da Silva, 26.

Ao UOL, a tia da menina, a analista de cobrança Gilda Santos, 40, afirmou que a menina estava com a mãe e com Alves Luiz onde eles moravam, em Santo André, no ABC Paulista.

Por volta das 3h, a família recebeu um telefonema de Erika. Ela disse que a criança havia caído e batido a cabeça no chão e que iriam para o 69º DP (Distrito Policial), Teotônio Vilela.

A família da mulher também seguiu para o local.

"Quando chegamos na delegacia, os policiais e o delegado afirmaram que ela [a criança] tinha sido estuprada e espancada. Ele [Alves Luiz] foi preso, disse que não sabia que o tinha acontecido na maior cara de pau", afirmou a tia.

18.out.2017 - Marcos Paulo Alves Luiz, 24, foi preso sob a suspeita de estuprar e matar enteada - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Marcos Paulo Alves Luiz, 24, foi preso sob a suspeita de estuprar e matar enteada
Imagem: Arquivo pessoal

A reportagem não localizou a defesa do suspeito. Em depoimento à polícia, ele afirmou que agrediu a menina com um chinelo e um cabo de vassoura, mas negou que a tenha estuprado a criança. Ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira.

"Ficamos revoltados. E nem pudemos fazer nada porque ele já estava lá dentro [preso]. A vontade de todo mundo era espancar ele", disse. "Nosso medo, agora, é que ele volta para a rua depois da audiência de custódia. Ele não pode ficar solto. É um monstro. E pode fazer isso com outras crianças", disse Gilda.

O pai da menina afirmou à Polícia Civil que não via a filha havia quatro meses. Ele disse que nunca bateu na menina. Ficou sabendo do ocorrido pela mãe de sua ex-mulher e foi até a delegacia quando soube do ocorrido.

A previsão, segundo a família, é de que o velório aconteça amanhã, no cemitério Teotônio Vilela. No entanto, o prazo pode se alongar, porque serão feitos exames para confirmar se a menina sofreu violência sexual e qual foi a causa da morte.