Principal suspeito preso em operação contra pedofilia é encontrado morto na prisão

Wanderley Preite Sobrinho

Colaboração para o UOL

  • URIEL PUNK/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

    Sergio de Souza foi encontrado morto no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros

    Sergio de Souza foi encontrado morto no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros

O atendente de telemarketing Sergio Roberto de Souza, principal alvo de operação nacional contra a pedofilia deflagrada na última sexta-feira, foi encontrado morto no último domingo (22) no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo. Ele era o único preso dentre as 25 pessoas detidas no estado durante ação batizada de Luz na Infância.

A morte foi confirmada ao UOL pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Em nota, a pasta informa que Souza "foi encontrado morto na ducha coletiva (…) no dia 22, por volta das 14h, sem sinais de lesões corporais".

No dia da morte, o pavilhão estava reservado para que os presos recebessem visitas. A causa da morte, diz a nota, está sendo investigada pela Polícia Civil. "Para tanto foi solicitado exame necroscópico através do Instituto de Criminalística."

Embora acusado de pedofilia, Souza não estava isolado dos presos porque a unidade do CDP 2 em Pinheiros é destinada exclusivamente a detentos que estão sob Medida Preventiva de Segurança Pessoal, como era o caso dele. "Foi instaurado procedimento apuratório no âmbito administrativo."

A operação da última sexta-feira prendeu 25 pessoas no estado de São Paulo, mas 23 foram liberadas depois de pagar fiança. Dois presos, no entanto, acabaram levados para audiência de custódia porque não só armazenavam material pornográfico infantil, como compartilhavam o material.

Um deles também pagou fiança e foi liberado, mas Souza - o principal alvo da polícia - continuou na cadeia por decisão do juiz. Na casa do suspeito de 57 anos, foram encontradas revistas pornô e brinquedos, além de fotos e vídeos de pornografia infantil em seu computador.

"Todos os policiais ficaram indignados com as imagens" encontradas na operação, afirmou na sexta Elizabete Sato, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "Os policiais que não trabalhavam com esse tipo de crime não tinham ideia de como era essa investigação e o que iriam encontrar. Chocou mais o pessoal da [área de] Homicídios, em razão da idade das crianças. Tinham bebês sendo molestados. Isso é inadmissível."

A operação foi deflagrada em 24 estados e no Distrito Federal. Além dos 25 presos em São Paulo, outras 83 pessoas foram detidas em fragrante na sexta-feira, em um total de 108 suspeitos.

De acordo com o Ministério da Justiça, foram presos suspeitos em São Paulo (25), Rio Grande do Sul (9), Minas Gerais (9), Goiás (9), Bahia (8), Paraná (6), Distrito Federal (6), Pará (6), Rondônia (4), Sergipe (4), Santa Catarina (3), Tocantins (3), Amazonas (2), Pernambuco (2), Ceará (2), Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Acre (1) e Paraíba (1). Não foram registradas prisões em Alagoas, Roraima e Mato Grosso, estados onde ocorreram apenas busca e apreensão de materiais.

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