Violência no Rio

Forças Armadas e polícias do RJ prendem cinco suspeitos durante operação em São Gonçalo

Do UOL, no Rio

  • Alexandre Cassiano/Agência O Globo

    Tropas militares em ação durante cerco às favelas de São Gonçalo, na região metropolitana do RJ

    Tropas militares em ação durante cerco às favelas de São Gonçalo, na região metropolitana do RJ

As Forças Armadas e as polícias do Rio de Janeiro realizam nesta terça-feira (7) mais uma operação para reprimir o tráfico de drogas no Estado. Dessa vez, as equipes fazem o cerco a favelas de São Gonçalo, a segunda cidade fluminense mais populosa (cerca de 1 milhão de moradores). Até 12h, cinco suspeitos foram presos e um menor, apreendido. Os agentes também recuperaram seis carros e duas motos roubadas.

Houve tiroteio na chegada das tropas federais e militares mobilizados para a operação. Na rodovia Niterói-Manilha (BR-101), nas proximidades do pedágio, dois agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram baleados no pé durante confronto com criminosos. Eles foram socorridos em um hospital da região e estão bem.

Participação da ação cerca de 3.500 homens das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), das polícias Civil, Militar e Federal, da Força Nacional de Segurança e da PRF. As tropas utilizam 24 tanques de guerra e 18 embarcações marítimas --São Gonçalo está às margens da baía de Guanabara.

As equipes estão concentradas em dois pontos: as comunidades que compõem o Complexo do São Salgueiro, maior conjunto de favelas do município, e o Morro do Anaia. Algumas ruas foram interditadas, de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, e também há restrição do espaço aéreo para circulação de aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos.

Durante a passagem de um comboio pela Ponte Rio-Niterói --conexão entre São Gonçalo e a capital fluminense--, um batedor da Marinha se envolveu em um acidente de trânsito com outro veículo das forças de segurança, segundo informou o CML (Comando Militar do Leste). O motociclista caiu e acabou sofrendo leves escoriações. Ele recebeu atendimento médico e se recupera normalmente.

Essa é a oitava operação nos mesmos moldes do cerco à Rocinha, favela da zona sul carioca objeto de disputa entre grupos de traficantes rivais. Na ocasião, com grande aparato policial e militar, as forças de segurança entraram na comunidade, em 22 de setembro, para reprimir o crime organizado. A resposta do Estado veio após uma semana de tiroteios diários.

Como se dá a operação?

As tropas das Forças Armadas ficam responsáveis por controlar e patrulhar acessos e fazer bloqueios em pontos estratégicos. Enquanto isso, policiais militares fazem incursões dentro do terreno à procura de drogas e armas, e a Polícia Civil busca cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. O apoio federal ao RJ faz parte da execução do Plano Nacional de Segurança Pública, iniciado no fim de julho.

Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional, almirante Roberto Rossatto, até o final de outubro, a mobilização das Forças Armadas já havia custado cerca de R$ 25 milhões aos cofres públicos. (Com Agência Brasil)

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