Após dois dias e dois mortos, termina rebelião em presídio de Cascavel (PR)

Do UOL, em Brasília

  • Luiz Carlos da Cruz/Folhapress

    Presos rebelados em presídio de Cascavel, no Paraná; rebelião terminou neste sábado (11)

    Presos rebelados em presídio de Cascavel, no Paraná; rebelião terminou neste sábado (11)

Terminou no final da manhã deste sábado (11) a rebelião no presídio estadual de Cascavel, no Paraná. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

Iniciada na quinta-feira (9), a rebelião deixou dois presos mortos. Três agentes penitenciários foram mantidos como reféns. O último em posse dos detentos foi liberado na manhã deste sábado (11), e a polícia já entrou no presídio para fazer uma vistoria no local.

A rebelião teria sido provocada por disputas ente facções criminosas envolvendo um grupo local e o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Houve uma tentativa de fuga durante o motim, mas ainda não há informação sobre se algum dos presos fugiu.

A cadeia de Cascavel tem capacidade para 1.160 presos e tinha 980 detentos quando estourou a rebelião.

Protesto nos Estados

Cascavel era um dos 34 presídios estaduais e federais em sete Estados que enfrentam rebeliões ou protestos, como greve de fome dos presos.

Nos demais Estados, os protestos dos presidiários não resultaram em mortes. Detentos do Pará, do Acre, do Rio, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Norte fazem greve de fome. Em todos os Estados, os governos locais afirmam que a alimentação continua a ser fornecida à população carcerária.

Segundo o Ministério da Justiça, há registro de protesto nos quatro presídios federais: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN). Ao todo, 112 presos dessas unidades se recusam a receber alimentação. Somados, os presídios têm 379 detentos. "Eles dizem que procedem deste modo por serem contra a 'opressão do sistema penitenciário federal'. Cabe ressaltar que os presos que estão no sistema penitenciário federal não sofrem nenhum tipo de opressão", diz o ministério.

Em Mato Grosso, 26 presos explodiram um muro e fugiram da penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a 218 quilômetros de Cuiabá, que vinha registrando greve de fome entre os detentos desde o início da semana. Segundo eles, faltam medicamentos, dentista e médicos especialistas principalmente para o tratamento de tuberculose.

Comando Vermelho

No Rio, a greve de fome atinge 12 presídios do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste. O protesto começou na quarta-feira (8). Os presos envolvidos no protesto ficam em espaços destinados a internos da facção Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa fluminense.

O Acre tem uma unidade com detentos em greve de fome. É o Presídio Francisco D'Oliveira Conde, em Rio Branco. "A greve de fome está em consonância com a ordem que partiu de uma determinada organização criminosa que atua em todo País", diz o Instituto de Administração Penitenciária do Acre. Já o Pará tem 17 unidades, das 46 no Estado, em paralisação. 

(Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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