"Não me arrependo", diz mulher flagrada em vídeo jogando cachorro em bueiro

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL, em Brasília

"Faria de novo para defender a minha bebê. Não me arrependo." Foi com essas palavras que uma moradora de Goiás se justificou após ser flagrada em vídeo jogando seu próprio cachorro em um bueiro na região de Novo Gama. As imagens, gravadas em um celular, se tornaram virais na internet e geraram revolta.

O vídeo foi gravado na terça-feira (16). O animal foi resgatado de dentro do bueiro de águas pluviais pela Guarda Civil Municipal. Ele não se feriu.

A mulher que aparece no vídeo falou com o UOL, mas pediu para não ter o nome revelado. Ela disse que o cão havia mordido sua filha de um ano de idade.

O cachorro, que se chama Fred, tem menos de um ano e foi um presente do tio para a mulher. Ela disse que aceitou a doação, que ocorreu no último sábado (13), por acreditar que o animal era manso. "Eu estava lavando louça, quando ouvi minha filha chorando. Ele a mordeu na perna, ficou marca e tudo. Fui tirar o cachorro de perto dela e ele me atacou. Foi na hora da raiva. Quem é mãe, sabe", diz.

O caso acabou chegando ao conhecimento da polícia, que iniciou uma investigação. Segundo o delegado Paulo Trajano da 2ª Delegacia de Polícia, responsável pelo caso, a pena prevista em lei para maus-tratos contra animais animais é pequena. Quem é condenado, pode pegar três meses a um ano de cadeia.

A suspeita compareceu à delegacia da cidade e assinou um termo circunstanciado, ainda na terça-feira, se comprometendo a comparecer a uma audiência judicial.

"O clamor da população é alto para aumentar a pena. O fato é triste, chato. Mas acontece sempre, infelizmente. Aqui na delegacia, ela assumiu um compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal, de Novo Gama. No Ministério Público vão decidir qual será a penalidade para esse ato", afirmou o delegado.

Cão já tem novo lar

A aposentada Juraci Pereira, de 70 anos, vizinha da suspeita, adotou o animal. Ela disse não acreditar na hipótese de o cão ser violento, como disse a antiga dona.

"Ele nem late. É carinhoso, brinca demais, bastante sapeca. Acho uma judiação jogar no bueiro. Se não queria ficar mais com o cachorro, era só dar pra outra pessoa. Não precisava fazer isso", conta.

Denúncias

É possível denunciar maus-tratos contra animais domésticos ou silvestres entrando em contato com as polícias, com o Ministério Público ou por meio de canais de disque-denúncia. São considerados maus-tratos a animais: abandono, envenenamento, confinamento em espaços pequenos ou sem iluminação e ventilação, agressão física e exposição a esforço excessivo, entre outros casos.

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