Família de bebê atropelada em Copacabana vai processar motorista, diz advogado

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Cléber Júnior/Agência O Globo

    Niedja chora durante o velório da filha Maria Louise: "Eu quero minha filha de volta"

    Niedja chora durante o velório da filha Maria Louise: "Eu quero minha filha de volta"

O advogado da família da bebê Maria Louise, de oito meses, que morreu atropelada na praia de Copacabana, zona sul do Rio, afirmou neste sábado (20) que entrará com um processo contra o motorista que invadiu o calçadão e deixou outras 17 pessoas feridas na noite de quinta-feira.

Segundo o advogado Carlos Alberto Nascimento, ele pretende pedir auxílio médico para o tratamento da mãe da criança, Niedja da Silva Araújo, que machucou a perna no acidente.

"Além do auxílio médico, quero acompanhar também a investigação. Não concordo com [o indiciamento por] homicídio culposo [quando não há intenção de matar] que o delegado está atribuindo a ele", afirmou o advogado durante o velório de Maria.

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O motorista Antonio de Almeida Anaquim alegou à polícia ter sofrido um ataque epilético ao volante. O Detran do Rio informou que ele omitiu que sofria da doença quando tirou a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Anaquim também estava com o documento suspenso desde maio de 2014 por excesso de multas.

"Ele mentiu ao Detran ao não informar a doença e tem multas por trafegar na calçada. Ele tem que responder por homicídio doloso [quando há intenção de matar]", disse o advogado.

Vídeo flagra momento em que carro invade calçadão

Parentes e amigos chegaram ao cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio, às 10h. A mãe chegou de cadeira de rodas aos prantos. Ela gritava: "Eu quero minha filha de volta"

O pastor da Assembleia Deus de Copacabana, igreja frequentada pela família, disse que o pai e a mãe da criança passaram à noite na casa dele.

Segundo Isaías Domingos, devido aos ferimentos, Niedja não conseguiu retornar para a casa na comunidade dos Tabajaras devido à dificuldade de locomoção.

"Ela está muito machucada. Não tem como voltar para casa. Estamos dando a assistência necessária. Ela passou a noite toda acordada chorando muito."

Nesta sexta-feira (19), a mãe da menina chegou a dizer que o motorista responsável pelo acidente acabou com a vida dela.

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