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Operação das Forças Armadas e das polícias no Rio tem 38 detidos

Forças Armadas fazem cerco à Cidade de Deus - Paulo Nicolella/Parceiro/Agência O Globo - Paulo Nicolella/Parceiro/Agência O Globo
7.fev.2018 - Forças Armadas fazem cerco à Cidade de Deus em operação integrada
Imagem: Paulo Nicolella/Parceiro/Agência O Globo

Do UOL, no Rio

07/02/2018 12h08

Ao menos 38 pessoas foram levadas para averiguação à Cidade da Polícia, na manhã desta quarta-feira (7), em uma operação integrada das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e polícias Civil e Militar na favela Cidade de Deus, na zona oeste carioca, e em outras comunidades da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Três mil militares participam da ação, que começou por volta das 5h e ocorre um dia depois de uma menina de três anos e um adolescente de 13 terem sido mortos a tiros na cidade. A criança foi baleada em um assalto e o adolescente, atingido por uma bala perdida durante operação policial na favela da Maré, zona norte.

A maior parte dos detidos, de acordo com a Secretaria de Segurança, foi autuada em flagrante ou estava com mandado de prisão em aberto. Foram apreendidos três fuzis, quatro pistolas, três carros e sete motos, além de drogas e munição. A operação ainda está em andamento.

A pista central da avenida Brasil na altura da favela da Maré está interditada devido a um protesto de moradores.

Nesta quarta (6), tiroteios e protestos causaram a interdição parcial de três das vias mais importantes da capital fluminense: a avenida Brasil, a linha Vermelha (via expressa que liga a zona norte a municípios da Baixada Fluminense) e a linha Amarela (via expressa que liga as zonas norte e oeste do Rio).

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança, inicialmente, as pessoas que foram levadas para a Cidade da Polícia serão identificadas e interrogadas e, caso comprovada a ligação com o crime, ficarão presas.

Os agentes de segurança estão responsáveis pelo cerco, desobstrução de vias e ações de estabilização. Também há pontos de bloqueio, controle e fiscalização de vias urbanas nos acessos à BR-101, na região de São Gonçalo. As tropas também fazem patrulhamento ao longo do Arco Metropolitano da cidade.

De acordo com a secretaria, algumas ruas e acessos nessas áreas podem ser interditados e setores do espaço aéreo poderão ser controlados. Os aeroportos funcionam normalmente. 

A cada três dias, a cidade do Rio de Janeiro teve uma morte violenta de criança ou adolescente de até 17 anos em 2016, segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) fluminense. Foram 126 registros de mortes violentas --como homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte-- nessa faixa etária. Isso representa 6,6% do total de 1.909 ocorrências.

O perfil predominante das vítimas, em 82% dos casos, é de pretos e pardos. E a maioria dos óbitos foi por arma de fogo.

(Com Estadão Conteúdo)

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