Violência no Rio

Polícia prende marido de grávida assassinada no Rio; estado do bebê é grave

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Reprodução/Facebook

    Dandara de Souza e o marido Renato Santos, suspeito de tê-la matado

    Dandara de Souza e o marido Renato Santos, suspeito de tê-la matado

A Polícia Civil de Rio e Janeiro prendeu Renato Luciano Brasil dos Santos, 18, suspeito de matar Dandara Helena Damasceno de Souza, 21, grávida de seis meses. Contra Santos, que era casado com a vítima, foi cumprido mandado de prisão temporária por homicídio. O suspeito se entregou na terça-feira (13), mas a ordem judicial foi expedida hoje a pedido da Delegacia de Homicídios.

O bebê de Dandara --ela foi submetida a uma cesariana de emergência logo após o crime, na última segunda-feira (12)-- segue internado em estado grave na UTI neonatal do Hospital Municipal Albert Schweitzer. O menino, que nasceu com 900 gramas, respira com a ajuda de aparelhos. A gestação de Dandara estava na 25ª semana.

Dandara foi morta com um tiro no rosto na Vila Vintém, em Padre Miguel, na zona oeste carioca. O crime está enquadrado como homicídio, segundo informações da polícia divulgadas hoje.

Ao se entregar ontem, Santos declarou a emissoras de TV na porta da Delegacia de Homicídios que o disparo que matou Dandara teria sido acidental.

Santos foi encaminhado ao sistema penitenciário (a unidade prisional não foi revelada). O sepultamento de Dandara acontece nesta quarta no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel.

Rio tem 2 mortes de grávidas numa mesma manhã

Na última segunda-feira, o Rio teve dois assassinatos envolvendo mulheres grávidas. Além de Dandara, Katyara Pereira da Silva, 31, que estava grávida de cinco meses, foi morta por asfixia na casa onde morava, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

No mesmo dia do crime, a Polícia Civil prendeu Matheus Almeida da Silva, 23, ex-namorado de Katyara. Matheus prestou depoimento na sede da Delegacia de Homicídios da região e, segundo a polícia, confessou ser autor do crime.

Ele é pai da filha caçula da vítima, de dois anos, e também era pai da criança que Katyara esperava, segundo família e amigos dos dois.

Em depoimento, Matheus disse que não tinha a intenção inicial de assassinar a ex-namorada, mas que a sufocou para que os gritos dela não fossem ouvidos pelos vizinhos. O homicídio de Katyara só foi percebido por causa do choro da filha caçula, que estava sozinha com a mãe no momento do crime.

A reportagem do UOL tenta localizar a defesa dos suspeitos dos assassinatos.

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