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O que se sabe não se deve divulgar, diz Jungmann sobre assassinato de Marielle

PAULO CARNEIRO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Segurança Pública Raul Jungmann Imagem: PAULO CARNEIRO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

15/03/2018 13h02Atualizada em 15/03/2018 13h38

O ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou nesta quinta-feira (15) que as informações apuradas até o momento sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes não podem ser divulgadas.

“O que se sabe não se deve divulgar. Me permitam, mas, nesse caso, as informações que nós detemos...elas devem ficar sob sigilo. Agora, o recado que eu dei, repito aqui: quem cometeu esse bárbaro crime não ficará impune”, afirmou.

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A declaração de Jungmann foi dada em agenda pré-marcada do ministro em Fortaleza, no Ceará. Após o compromisso, ele viajou para o Rio de Janeiro, onde acompanhará as investigações sobre o caso.

Marielle, 38 anos, foi assassinada nesta quarta (14) à noite a tiros dentro do carro onde estava. A vereadora voltava de um evento chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas", na Lapa, na região central do RIo, quando um carro emparelhou com o veículo em que ela estava e efetuou disparos.

A perícia da Polícia Civil identificou ao menos nove disparos contra o veículo, todos na direção da vereadora, que estava no banco de trás. Marielle foi atingida por ao menos quatro tiros e morreu na hora. O motorista Anderson Pedro M. Gomes, 39 anos, também foi atingido pelos disparos e morreu no local. A principal linha de investigação da polícia é de execução.

"[Os responsáveis pelo crime] Não ficarão impunes. Pelo tempo necessário, não descansaremos”, afirmou Jungmann, ao acrescentar que divergências estaduais, sociais e partidárias estão acima da busca pela preservação da vida humana.

Temer: assassinato é inaceitável

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Temer: “destruiremos banditismo antes”

Pela manhã, o presidente Michel Temer (MDB) se reuniu com os ministros Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e o secretário executivo do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, general Carlos Alberto dos Santos Cruz para tratar do tema.

Ele disse que os assassinatos são algo “inaceitável, inadmissível, como todos os demais assassinatos que ocorreram no Rio de Janeiro” e “um verdadeiro atentado ao estado de Direto e à democracia”. Disse também que o futuro do Brasil, em especial do Rio de Janeiro, não será destruído, porque o governo vai destruir o “banditismo antes” ao comentar a morte da vereadora Marielle Franco.

No início da reunião em Fortaleza, Jungmann pediu um gesto de apoio a Marielle e a chamou de “jovem, ativista, mulher, humanista que foi barbaramente fuzilada e morta”. Em nome dela, de policiais que morreram e vítimas de violência, pediu minuto de silêncio.