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Chefe da Polícia Civil do Rio diz a deputados que investigações do caso Marielle avançaram

A vereadora Marielle Franco (PSOL) - Foto: Reprodução
A vereadora Marielle Franco (PSOL) Imagem: Foto: Reprodução

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

28/03/2018 16h37

O chefe de Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, afirmou a deputados federais, nesta quarta-feira (28), que as investigações do caso Marielle Franco avançaram nas últimas semanas. Segundo o parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ), relator da comissão externa criada na Câmara dos Deputados para acompanhar o inquérito do assassinato da vereadora do PSOL --morta a tiros no dia 14 na região central do Rio--, o delegado disse que a apuração não está "'congelada".

Braga observou, no entanto, que Barbosa não revelou detalhes do trabalho policial tampouco mencionou eventuais suspeitos. Tanto a polícia como os interventores têm adotado sigilo nas investigações para tentar elucidar a morte de Marielle.

"Em relação à etapa inicial, ele disse que, sim, houve um avanço na investigação. Mas temos que ter muito cuidado para falar sobre isso, para não atrapalhar o trabalho da polícia. Estamos seguros de que ele [chefe de Polícia Civil] está fazendo o máximo possível para identificar os autores desse crime e a motivação", comentou.

Barbosa se reuniu na tarde de hoje com Braga e os demais membros da comissão --a vice-coordenadora, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), e os componentes Alessandro Molon (Rede-RJ) e Wadih Damous (PT-RJ). O coordenador do grupo, Jean Wyllys (PSOL-RJ), não esteve no encontro.

Jandira disse ter ficado otimista com o andamento da investigação e afirmou que Barbosa demonstrou empenho pessoal na resolução do caso. Segundo ela, o delegado era amigo de Marielle. "Existe um compromisso muito grande da chefia de Polícia Civil no caso. Busca não apenas os autores, mas as motivações do crime", comentou ela.

"Pela preservação e necessidade de esclarecimento, eles não deram nenhum dado. A investigação corre sob sigilo. A gente compreende isso porque qualquer dado pode atrapalhar a investigação. O que nos é absolutamente garantido é que há prioridade e celeridade no sentido de elucidar o mais rápido possível. Não há ausência de estrutura e a inteligência está absolutamente integrada. Nós saímos convencidos de que, de fato, essa prioridade está dada."

Segundo a vice-coordenadora da comissão, outros encontros serão realizados com os policiais envolvidos no caso --o inquérito é conduzido pela Divisão de Homicídios-- para acompanhamento dos trabalhos. "Isso tudo tem desdobramento. Consideramos que esse é um crime de execução política. Não vamos sossegar enquanto isso não for elucidado".

Reprodução
Imagem: Reprodução

Pistas sobre o assassinato

O Disque Denúncia tem recebido informações sobre o caso e encaminha tudo para a polícia. O anonimato é garantido.

Quem tiver qualquer informação a respeito da identificação e localização dos assassinos pode usar os seguintes canais para denunciar:

  • Whatsapp ou Telegram: (21) 98849-6099
  • Central de Atendimento do Disque Denúncia: (21) 2253-1177

Cotidiano