Mortos em prisão do Pará começam a ser identificados; 4 agentes continuam internados

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

Os corpos dos 21 homens mortos após uma tentativa de fuga em massa de presos do CRP III (Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III), no Complexo Prisional de Santa Izabel, na região metropolitana da capital paraense, começaram nesta quarta (11) a ser identificados por familiares e liberados para o enterro.

A informação é da Segup (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social), que esclarece que as investigações estão em andamento através da DRCO (Divisão de Homicídios e da Divisão de Repressão ao Crime Organizado) da Polícia Civil.

Em nota, a Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado) informou que quatro servidores continuam internados. O agente Rosivaldo Silva passou por exames e está em observação aguardando avaliação médica, segundo a superintendência. Já os agentes Daniel Lobato, Robson Nazareno e Edson Oliveira passaram por cirurgia e apresentam quadro estável. Outros agentes também foram feridos na tentativa de fuga, mas já foram liberados. 

Vídeo mostra como ficou centro penitenciário após mortes

"A Susipe confirma que, no total, 21 pessoas morreram durante a tentativa de resgate de presos no Centro de Recuperação Penitenciário Pará III (CRPP III), no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na tarde de ontem (10/04). Um inquérito policial já foi aberto para investigar o caso", informou a entidade em nota. Entre os 21 mortos, um era agente prisional: Guardiano Santana, 57. O corpo dele já foi liberado para a família.

De acordo com a secretaria, as mortes ocorreram após uma tentativa de resgate de detentos por um grupo externo "fortemente armado", que utilizou explosivos contra um dos muros da penitenciária. A ação ocorreu por volta das 13h. Houve troca de tiros entre o grupo que efetuava a tentativa de resgate, parte dos detentos e a equipe do batalhão penitenciário.

Na tarde de segunda (9), 11 pessoas foram assassinadas na região metropolitana de Belém. Os assassinatos de ontem foram registrados após a morte de dois policiais militares --um na noite de domingo (8) e outro na manhã de segunda. A Segup, no entanto, não confirma relação entre os eventos.

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